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Hospital de Tabatinga deixa de ser UPA para virar o maior complexo de saúde do Alto Solimões

Obras do Hospital Regional e da maternidade Celina Villacrez Ruiz avançam em Tabatinga - Foto: Arquivo/SES-AM

O que antes era apenas uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) está passando pela maior transformação de sua história. A reforma e ampliação do Complexo Hospitalar de Tabatinga, que une o Hospital Regional e a maternidade Celina Villacrez Ruiz, é um marco para a saúde no interior do Amazonas. Localizada a cerca de 1.108 km de Manaus, a unidade recebe um investimento de R$ 11 milhões para dobrar sua capacidade de atendimento.

A estratégia do Governo do Amazonas, sob a gestão de Wilson Lima, foca em descentralizar a alta complexidade. Com a obra, o número total de leitos do complexo dará um salto, saindo de 45 para 87 vagas. Isso significa que muitos pacientes da calha do Alto Solimões não precisarão mais enfrentar horas de viagem até a capital para procedimentos que agora serão realizados na própria região.

Maternidade e tecnologia

A primeira fase da intervenção priorizou a maternidade Celina Villacrez Ruiz. O espaço terá seus leitos ampliados de 11 para 25, recebendo novos equipamentos e mobílias para o atendimento humanizado de mães e bebês. Conforme o cronograma da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), a entrega dessa etapa ocorre já no final de março de 2026.

Junto com a nova maternidade, o complexo receberá um tomógrafo moderno, além de uma nova central de material esterilizado e lavanderia.

“Com isso, o espaço, que foi recebido em 2019 como uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), agora se consolida como um complexo hospitalar moderno e ampliado, para ser a grande referência no Alto Solimões”, ressalta a secretária Nayara Maksoud.

Etapas da obra

Para garantir que o hospital não pare de funcionar durante a reforma, a execução foi dividida em quatro fases estratégicas.

  • Fase 1: Reforma da maternidade, ampliação de leitos e instalação do novo tomógrafo.
  • Fase 2: Construção de áreas administrativas, nova cozinha e lavanderia industrial.
  • Fase 3: Ampliação de 28 leitos, incluindo clínica médica e a nova UTI infantil.
  • Fase 4: Expansão e modernização total do Centro Cirúrgico.

Atendimento garantido

Um dos grandes desafios de reformar um hospital em operação é a segurança dos pacientes. A secretária Nayara Maksoud enfatiza que o planejamento por etapas foi pensado justamente para não interferir na rotina médica.

“Estamos realizando a maior reforma e ampliação da história dessa unidade, transformando o hospital em um complexo hospitalar completo, mas com responsabilidade e planejamento. Todas as obras estão sendo feitas por etapas para não interferir na rotina e não prejudicar o atendimento à população”, afirmou Nayara Maksoud.

Com conclusão total prevista para 12 meses, o novo complexo hospitalar representa um avanço na soberania da saúde no interior. O fortalecimento da estrutura tecnológica e o aumento de leitos de UTI são passos fundamentais para reduzir as filas e dar mais dignidade aos moradores da fronteira.

Fique por dentro

O Complexo Hospitalar de Tabatinga é estratégico por atender não apenas os moradores do município, mas também cidades vizinhas e comunidades indígenas da região. A transformação da unidade em um polo de referência hospitalar faz parte do plano de modernização da rede estadual de saúde, que busca equipar os hospitais polo com tecnologia que antes só estava disponível em Manaus.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/obras-do-hospital-regional-e-da-maternidade-celina-villacrez-ruiz-avancam-em-tabatinga/

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