Tabatinga Protesto por salários atrasados leva deputado a cobrar providências para o Hospital...

Protesto por salários atrasados leva deputado a cobrar providências para o Hospital de Tabatinga

Deputado estadual Wilker Barreto - Foto: Divulgação

A interrupção parcial de serviços essenciais no Hospital de Tabatinga, município localizado a 1.108 quilômetros de Manaus, expõe a fragilidade administrativa que atinge o atendimento médico nas calhas de rios do Amazonas.

Na última quinta-feira, dia 16 de julho, o deputado estadual Wilker Barreto, do Partido Social Democrático (PSD), cobrou providências urgentes da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM). A manifestação ocorreu após funcionários da cozinha da unidade suspenderem as atividades em protesto contra o atraso crônico de seus salários.

A paralisação dos trabalhadores da empresa terceirizada afetou diretamente o fornecimento de refeições para os servidores do hospital. A rotina da unidade contava com a distribuição regular de café da manhã, almoço, lanche e jantar para as equipes de plantão, estrutura que acabou desestabilizada pelo protesto dos prestadores de serviço que atuam no suporte diário.

Impacto na rotina

Os relatos dos colaboradores da cozinha apontam que os atrasos nos repasses financeiros chegam a quatro meses. De acordo com os profissionais, a irregularidade nos pagamentos não é um fato isolado, mas uma situação que se repete há mais de três anos sem que os órgãos de controle consigam estabelecer uma solução definitiva.

Informações enviadas à equipe de fiscalização do parlamentar indicam que uma parcela dos valores pendentes foi quitada logo após o início do movimento de protesto. Contudo, muitos trabalhadores continuam sem receber os vencimentos atrasados.

O problema estrutural gera insegurança e afeta o clima de trabalho em outros setores da unidade médica.

  • Outras prestadoras de serviços terceirizados na unidade de saúde também enfrentam atrasos severos nos pagamentos.
  • O fornecimento de insumos básicos sofre reflexos diretos da instabilidade financeira com os fornecedores.
  • O clima de incerteza trabalhista gera desespero entre médicos, enfermeiros e equipes de higienização.

“Isso já acontece há mais de três anos e não tem nenhum órgão de fiscalização que ajude. Não é só a cozinha, mas outras empresas também estão com salários em atraso”, afirmou um dos trabalhadores do hospital que preferiu não se identificar.

Cobrança política

A crise na saúde da região de fronteira já vinha sendo acompanhada pelo mandato do parlamentar, que realizou vistorias técnicas no local e tratou o tema em reuniões anteriores com os gestores da pasta. O caso também gerou debates em sessões plenárias na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), buscando forçar o agendamento de um cronograma financeiro estável para o município.

O deputado estadual cobrou uma resposta imediata do poder executivo para normalizar o atendimento na ponta e garantir a dignidade dos profissionais.

“Eu preciso fazer essa cobrança pública à Secretaria de Saúde para que retome os contatos e tenha uma atenção especial ao Hospital de Tabatinga. Essa semana foi uma semana muito difícil, de muita luta e desespero para os profissionais de todas as áreas, da limpeza aos médicos”, destacou Wilker Barreto.

Até o momento, a empresa contratada pela SES-AM para gerenciar os serviços de alimentação não apresentou um cronograma oficial para a quitação total dos débitos pendentes com os seus colaboradores. A manutenção de serviços de saúde eficientes no interior depende da regularidade fiscal, uma vez que a descontinuidade dos repasses pune diretamente a população que depende da rede pública.

Fonte: ASCOM | Leonardo Matheus

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