Fundão de R$ 5,7 bilhões do Centrão inviabiliza investimentos nos Estados

  • Articulistas de renome nacional, como Adriana Fernandes, do Estado de São Paulo, desancaram, no fim de semana, o escandaloso ato do Congresso Nacional ao aprovar o fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões.
  • De costas para a pandemia e para a difícil situação da economia brasileira, os congressistas do chamado Centrão sangraram os cofres federais e prejudicaram os investimentos nos estados.
  • O quadro tem tudo para ficar pior, a não ser que o presidente Jair Bolsonaro, de volta às suas atividades, vete a farra imoral.

Emendas de bancada já eram …

    • Em artigo no Estadão, Adriana Fernandes explicou por que os investimentos diminuirão se o “fundão” não for contido.
    • É que os recursos para essa farra sairão justamente do tesouro financiador das emendas de bancadas. Segundo ela, a maioria dos parlamentares dos partidos que formam o Centrão, sobretudo das regiões Norte e Nordeste, faz oposição aos governadores e não se importa se as tais emendas se esfumaçarem.
    • “O que os parlamentares fizeram ao rechear o cofre do fundo eleitoral foi tirar verba de projetos que beneficiariam a vida de quem os elegeram em 2018 para ganhar em 2022”, diz Adriana.

Orçamento paralelo, uma vergonha

    • Ainda segundo Adriana, os congressistas também incluíram novamente as chamadas RP9, como são chamadas as emendas do relator, que abriram a brecha para a formação de um orçamento paralelo bilionário, veículo de distribuição de verbas sem os critérios e transparência das demais emendas.
    • “Essas emendas de relator são hoje o que garante a organização da coalizão política que dá governabilidade ao presidente, substituindo as malas de dinheiro para a compra de voto e apoio”, escreveu a jornalista.

Bolsonaro culpa Marcelo Ramos pelo “fundão”

    • De acordo com o presidente Jair Bolsonaro, o deputado Marcelo Ramos (PL-AM) deve assumir a culpa pela aprovação do Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões para as eleições de 2022.
    • Vice-presidente da Câmara, o parlamentar amazonense estava no comando dos trabalhos plenários quando ocorreu a aprovação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) juntamente com a farra do “fundão”.
    • Conforme Bolsonaro, Marcelo não permitiu a apresentação de um destaque que impediria a aprovação do que o mandatário classificou de “jabuticaba”. Mas, o destaque foi, sim, votado e rejeitado pelo plenário.

Presidente é desafiado para debate público

    • Ao tomar conhecimento do ataque bolsonarista na imprensa, Marcelo Ramos (PL-AM) foi às redes sociais desafiar o presidente da República para um debate público sobre a autoria do “fundão”.
    • “Desafio o sr. para um debate sobre o fundão eleitoral que o seu governo criou”, postou o deputado em sua conta no Twitter.

Omar Aziz pode disputar o governo em 2022

    • Diferente do início da CPI da Pandemia, quando tinha o nome bastante desgastado devido ao escândalo do caso “Maus Caminhos”, o senador Omar Aziz (PSD) agora surfa na onda de uma alta popularidade obtida com o desenrolar da CPI.
    •  O sucesso é tanto que o jornal Folha de São Paulo já especula possível candidatura de Omar ao governo do Amazonas nas eleições do próximo ano.
    • Pessoas próximas ao senador, no entanto, disseram à coluna que ele, por enquanto, só pensa em conduzir bem a CPI e luta por sua reeleição em 2022.

MDB vai de Simone Tebet para presidente

    • A cúpula do MDB estuda lançar ainda este ano a senadora Simone Tebet (MDB-MS) como pré-candidata à Presidência da República como alternativa à polarização Lula/Bolsonaro.
    • O partido quer aproveitar a boa performance de Tebet na CPI da Pandemia para lançá-la como candidata da terceira via.
    • Conforme o presidente da sigla, deputado Baleia Rossi (MDB-SP), o lançamento deverá ocorrer no final de agosto juntamente com a divulgação do documento “Ponto de Equilíbrio”, da Fundação Ulysses Guimarães, contendo propostas para a batalha eleitoral de 2022.

Bruna Brelaz é uma “negra fake”

    • Nas redes sociais, o presidente da Fundação Palmares, Sergio Camargo, desancou a nova presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bruna Chaves Brelaz, chamando-a de “negra fake”.
    • “Ela é negra por conveniência. Portanto, uma negra fake. Negro de verdade sou eu! Em comparação, ela é, se tanto, parda clara”, manifestou Camargo, contracenando com grupos bolsonaristas que não gostam da líder estudantil, uma das cabeças do movimento “Vida, Pão, Vacina e Educação”.

Engenheiros perdem piso salarial

    • A Câmara dos Deputados revogou o piso salarial para os formados em Agronomia, Arquitetura, Engenharia, Química e Veterinária em vigor desde 1966.
    • Agora, os conselhos federais dessas categorias se mobilizam para reverter a medida no Senado e cogitam até mesmo judicializar a questão.

Próximos passos da CPI da Pandemia

    • O presidente e vice da CPI da Pandemia, senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), organizam as ações do colegiado para o mês de agosto, após o recesso de julho.
    • Além da criação de núcleos para o tratamento de temas, como o que vai tratar das empresas que intermedeiam a aquisição de vacinas, os senadores pretendem se debruçar sobre os impactos das notícias falsas (fake news) no agravamento da pandemia do coronavírus.

7 COMENTÁRIOS

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