
Pré-candidato à Câmara Federal pelo Avante, o Coronel Menezes resolveu apertar o parafuso mais sensível da engrenagem do vereador Sargento Salazar (PL): a diferença entre viralizar e legislar.
Ao afirmar que no Congresso Nacional “não vão dar espaço para vídeos e marretadas”, o coronel tenta empurrar o vereador para uma arena onde curtidas não contam voto e algoritmo não substitui articulação.
O recado veio com endereço, CEP e até coordenadas geográficas. Menezes reconhece a força digital do adversário, mas insinua que ela termina quando começam as negociações de bastidor, os relatórios técnicos e as batalhas pela Zona Franca e pela BR-319.
Para o coronel, uma coisa é derrubar adversários com cortes de vídeo; outra é enfrentar bancadas inteiras no Congresso.
Salazar comeu abiu e ficou mudo
A crítica mais venenosa do Coronel Menezes talvez nem tenha sido a das “marretadas”. Foi outra. Ao afirmar que Salazar passou “o ano todinho calado” na Câmara Municipal, o coronel plantou uma dúvida que pode incomodar mais do que qualquer meme.
O objetivo é separar o personagem digital do vereador de carne e osso. Enquanto os vídeos acumulam visualizações, adversários tentam colar a imagem de que falta entrega institucional. É o velho embate entre performance e resultado.
A fala do coronel foi interpretada como o início oficial da guerra pelo eleitorado conservador amazonense. E, pelo tom adotado por Menezes, ninguém espere flores. O coronel decidiu trocar continência por artilharia pesada.
Resposta de Salazar

A assessoria do vereador e pré-candidato a deputado federal Sargento Salazar (PL), rebateu as declarações do Coronel Menezes, classificando a fala do adversário como um reflexo de uma “velha política” que teme a fiscalização em tempo real e a força das redes sociais.
Segundo a nota do parlamentar enviada à coluna, as chamadas “marretadas” e os vídeos publicados nas plataformas digitais são ferramentas fundamentais para dar transparência ao mandato e mostrar ao cidadão de carne e osso o destino do dinheiro público.
Para Salazar, o uso da tecnologia e dos cortes de vídeo aproxima o eleitor das decisões políticas, rompendo com o modelo tradicional de negociações feitas a portas fechadas.
Presença ativa e cobrança no parlamento
Sobre a acusação de ter passado o ano em silêncio na Câmara Municipal de Manaus, o vereador Salazar apresentou dados de sua atuação parlamentar para desmentir o rival.
O parlamentar destacou que mantém uma postura firme de cobrança na tribuna e que o silêncio apontado pelo adversário não condiz com a realidade das sessões.
A defesa do vereador detalhou os principais pilares de sua atuação no parlamento municipal: projetos e requerimentos, fiscalização comunitária e presença constante nos bairros de Manaus.
Lista da OAB-AM sob suspeita

A corrida pela vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) ganhou um ingrediente que ninguém esperava: uma parada obrigatória no Judiciário. A juíza Jaiza Fraxe deu 72 horas para a Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB-AM) explicar supostas irregularidades na formação da lista sêxtupla do Quinto Constitucional.
A ação foi movida pela advogada Adriane Magalhães, que questiona a homologação da lista antes da conclusão de recursos e impugnações. Em outras palavras, a disputa que deveria estar nos corredores da advocacia agora desembarcou na Justiça.
E como toda eleição de bastidor tem seus capítulos de suspense, a decisão colocou um ponto de interrogação sobre um processo que parecia caminhar para a reta final.
Quando o quinto vira sexto problema
A vaga de desembargador continua sendo uma das mais cobiçadas do Amazonas, mas a novela do Quinto Constitucional acaba de ganhar mais um capítulo. A OAB-AM, que conduziu a escolha da lista sêxtupla, agora terá de prestar esclarecimentos à Justiça sobre a legalidade do rito adotado.
O episódio mostra que, em política e no mundo jurídico, não basta vencer a eleição. É preciso que o caminho até a vitória sobreviva às contestações.
Enquanto isso, os candidatos acompanham a movimentação com atenção redobrada. Afinal, qualquer atraso ou questionamento pode embaralhar um jogo que já parecia definido.
Tadeu de Souza assanhado

O ex-governador Wilson Lima (União Brasil) resolveu acabar com o mistério e lançou publicamente Tadeu de Souza na pista federal. Ao chamá-lo de “futuro deputado federal”, o governador não apenas declarou apoio: praticamente entregou o santinho antes mesmo da campanha começar.
Assanhado pela bênção política do chefe, o ex-vice-governador agora ganha musculatura para percorrer o interior e a capital em busca de votos.
A questão é saber se a popularidade de Wilson será suficiente para transformar o número dois do governo em protagonista nas urnas.
Uma coisa é certa: depois da declaração, ninguém mais pode dizer que Tadeu está tímido. Brasília entrou de vez no radar.










