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Crise no Sisreg impulsiona discurso de Omar Aziz sobre saúde e investimentos no Amazonas

Foto: Tadeu Rocha

A saúde pública no Amazonas permanece no centro do debate político, arrastando problemas crônicos que afetam diretamente a vida da população. Em reunião realizada na noite de quinta-feira, 16 de julho, com moradores do bairro São José, na zona Leste de Manaus, o senador Omar Aziz, do Partido Social Democrático (PSD), trouxe novamente o assunto para a discussão ao apresentar suas propostas como pré-candidato ao Governo do Amazonas. O parlamentar focou suas críticas no travamento do Sistema de Regulação (Sisreg) e na demora para a realização de consultas, exames e procedimentos especializados.

A estratégia de focar no Sisreg (Sistema de Regulação) atinge a maior queixa dos usuários da rede estadual. Pacientes enfrentam uma espera que dura meses, o que agrava doenças que poderiam ser tratadas rapidamente. Ao apontar as falhas da atual administração do estado, o senador busca o voto do eleitorado descontente, afirmando que a população vive um completo abandono.

Gargalos da saúde

A receita apresentada pelo senador para mudar a saúde envolve a ampliação da rede física por meio da construção de novos hospitais e policlínicas. Omar Aziz utilizou o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, construído durante sua gestão como governador, como principal vitrine de investimento capaz de ampliar o atendimento e reduzir a pressão sobre outras unidades da rede estadual.

A questão que divide especialistas em gestão pública é se a simples construção de novas paredes resolve um problema que envolve eficiência, custeio e aumento da oferta de especialistas.

  • O aumento da estrutura física exige orçamento real para a contratação e manutenção de equipes médicas.
  • A centralização de serviços de alta complexidade em Manaus continua a sufocar a capital, deixando o interior do estado sem assistência.
  • A regulação eficiente do Sisreg depende mais de digitalização, transparência e fluxos de atendimento sem burocracia do que apenas de novos prédios.

“Hoje, as pessoas esperam meses por uma consulta, um exame ou uma cirurgia. Vamos construir mais hospitais, mais policlínicas e trabalhar para que essa fila volte a andar”, afirmou Omar Aziz durante o encontro, que reuniu lideranças comunitárias e moradores da região, além do senador Eduardo Braga (MDB), e do pré-candidato a deputado federal Nathan Macena.

O senador ressaltou que acompanha há décadas o crescimento dos bairros da zona Leste, relembrando obras e políticas públicas implantadas durante sua trajetória política.

Programas e juventude

O discurso do pré-candidato foi além da área da saúde e alcançou a segurança e a assistência social. Houve a defesa de um programa estadual voltado à recuperação de dependentes químicos, integrando suporte médico especializado, acompanhamento psicológico e a participação de instituições religiosas e entidades da sociedade civil, visando o acolhimento das famílias e a oferta de tratamento continuado.

Além disso, a menção a projetos implantados em gestões anteriores como “Jovem Cidadão”, “Galera Nota 10” e “Ronda no Bairro” sinaliza uma tentativa de retomar políticas voltadas à juventude, à segurança pública e à inclusão social, resgatando a lembrança de governos passados. O desafio do político é convencer o eleitorado de que fórmulas de uma década atrás funcionam para os problemas de segurança atuais do Amazonas, que ganharam contornos graves com a consolidação de rotas do narcotráfico e a violência urbana crescente.

Orçamento e cobrança

A crítica à atual gestão do estado reflete o clamor de quem depende do sistema público, defendendo que áreas como saúde, educação e segurança precisam voltar a receber planejamento e investimentos estruturantes. No entanto, qualquer plano de governo que proponha uma expansão de serviços precisa mostrar de onde sairão os recursos. O orçamento do estado lida com limites rígidos de responsabilidade fiscal e a arrecadação depende da estabilidade do Polo Industrial de Manaus (PIM).

Prometer a retomada de grandes programas sociais e a construção de hospitais ao mesmo tempo exige verba que raramente é detalhada nos palanques. O eleitor amazonense, acostumado com discursos que se repetem a cada eleição, precisa de cronogramas, fontes de custeio claras e a certeza de que as novas estruturas não vão virar obras abandonadas.

“O Amazonas precisa voltar a ser forte. Para isso, temos de cuidar primeiro das pessoas, das famílias, da saúde e da segurança”, concluiu Omar Aziz.

Fonte: ASCOM

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