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Construção a seco ganha força na engenharia do Amazonas por aliar sustentabilidade e rapidez

O mercado da construção civil na Região Norte passa por transformações impulsionadas pela busca de processos mais eficientes. Entre as inovações que ganham espaço nas capitais está a construção a seco, um método industrializado que elimina o uso intensivo de água e reduz o desperdício de insumos nos canteiros de obras.

A tecnologia substitui a alvenaria tradicional de tijolos e argamassa por estruturas modulares pré-fabricadas. Conforme o engenheiro Herbert Correa, da construtora amazonense Tec Obras, a transição para esse modelo reflete uma exigência global por menor impacto ambiental.

“A construção a seco vem ganhando espaço por ser uma alternativa mais rápida, sustentável e econômica. Um dos principais fatores para o crescimento desse modelo é a redução de desperdícios e o ganho de eficiência nas obras. É uma tecnologia que permite construir sem causar grandes impactos ao meio ambiente”, afirma o engenheiro Herbert Correa.

Vantagens

A engenharia moderna aponta que os ganhos operacionais compensam as mudanças na logística de suprimentos. O planejamento rígido exigido pelo sistema estrutural evita surpresas no orçamento.

  • Agilidade no cronograma permite entregar os empreendimentos em prazos significativamente menores do que os métodos convencionais.
  • Redução de resíduos diminui drasticamente o volume de entulho gerado, mantendo o ambiente de trabalho limpo e organizado.
  • Economia de água poupa recursos naturais escassos ao eliminar misturas úmidas na fixação dos componentes da edificação.

“Embora o investimento inicial possa ser semelhante ou até um pouco maior em alguns casos, o ganho em produtividade e a redução de desperdícios tornam o custo-benefício muito mais vantajoso”, explica o especialista.

Sustentabilidade

A pegada ecológica menor se tornou um critério decisivo na contratação de obras corporativas e habitacionais. Os materiais empregados na técnica construtiva também apresentam alto índice de reciclagem após o fim da vida útil do imóvel.

Ao evitar o desperdício de cimento e insumos minerais, as empresas reduzem a emissão indireta de gases de efeito estufa. O controle rigoroso de qualidade nas fábricas que fornecem os perfis garante peças com medidas exatas, eliminando a necessidade de quebras e remendos no local da montagem.

Aplicações

A versatilidade dos painéis industrializados possibilita a execução de diferentes tipologias arquitetônicas, desde pequenos escritórios até grandes complexos fabris. O isolamento térmico e acústico do sistema também se adequa bem às condições climáticas severas da Amazônia.

“O modelo pode ser utilizado em diversos projetos, mas empreendimentos comerciais, corporativos e industriais costumam se beneficiar ainda mais da construção a seco, principalmente quando há necessidade de rapidez na entrega e padronização dos processos”, ressalta o engenheiro da Tec Obras.

O avanço da técnica reflete a maturidade do setor regional, que investe em mão de obra qualificada para operar tecnologias que já são consolidadas em grandes centros urbanos do mundo.

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