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Chapa de Cidade e Sarafa surge como favorita para a disputa pelo governo-tampão

O governador interino Roberto Cidade (União Brasil) não perdeu tempo e já tratou de registrar sua chapa para a eleição indireta. Ao lado de Serafim Corrêa (PSB), saiu na frente e ocupou o espaço político antes mesmo da concorrência se organizar.

A escolha de Serafim para vice não é aleatória. Experiente, articulado e com trânsito em diferentes grupos, o ex-prefeito entra como peça de equilíbrio na composição com Cidade.

A chapa nasce com discurso de estabilidade, mas também com claro aceno ao diálogo amplo dentro e fora da Assembleia Legislativa.

Conversando com todo mundo

Roberto Cidade tem repetido que está “falando com todos”, buscando apoio ao seu governo. Já sentou à mesa com Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (MDB) e até com lideranças de outros espectros políticos.

Ao adotar o discurso de união e construção, o governador interino tenta se posicionar como nome de consenso. Na prática, o que está em jogo é: quem conseguir agregar mais apoios até 4 de maio larga com vantagem — e, nesse quesito, Cidade mostra que prefere somar do que escolher lado.

Reeleição no radar. Por que não?

Pressionado pela imprensa, em entrevista na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (15/4), Roberto Cidade até tentou desconversar, falou em “vontade de Deus” e compromisso a cumprir, mas deixou no ar o que realmente interessa ao seu grupo político: a possibilidade de disputar a reeleição em outubro.

Ele respondeu com um “não” aos jornalistas, mas, como em política o “não” muitas vezes significa “talvez”, não se pode descartar que o governador interino sinaliza que pode transformar o mandato tampão em trampolim eleitoral — ainda mais se chegar em maio com a máquina estadual azeitada e apoio consolidado.

Braga destrava o porto

O senador Eduardo Braga conseguiu tirar do papel mais uma etapa da modernização do Porto da Manaus Moderna. A ordem de serviço do DNIT marca o início dos projetos técnicos, etapa essencial para a obra finalmente avançar.

Com investimento robusto, o novo porto promete mexer diretamente na logística do estado. Não é só infraestrutura: é impacto no abastecimento, no transporte e na vida de quem depende dos rios.

O movimento também reforça o peso político de Braga em Brasília.

Sinal amarelo nos estados

Segundo o jornal Valor Econômico, depois de um período de investimentos em alta, os estados começam a sentir o peso da arrecadação mais fraca.

Menos consumo, menos ICMS — e a conta não fecha com a mesma facilidade de antes. O alerta fiscal já está aceso nos bastidores.

A Situação do Amazonas

Conforme o Valor, o Amazonas não está entre os mais pressionados, mas também não pode relaxar. A dependência do consumo e da circulação de mercadorias deixa o estado sensível à desaceleração.

No caso amazonense, o impacto é ainda mais delicado. Com logística cara e dependência forte do transporte fluvial, qualquer mudança no custo do diesel mexe direto com a economia e, de quebra, com a arrecadação. É um efeito dominó típico da região.

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