Marcos Maurício Costa A importância do CONFEA para a Amazônia Ocidental

A importância do CONFEA para a Amazônia Ocidental

Por Marcos Maurício Costa (*)

Precisamos de um olhar estratégico, diferenciado, por parte do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), para toda a Amazônia Ocidental englobando os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Rodovias

São inúmeras as rodovias em condições precárias de trafegabilidade, a exemplo da BR-364, no trecho de Rio Branco a Cruzeiro do Sul; da BR-174, de Manaus a Boa Vista, sobretudo na reserva indígena Waimiri-Atroari e no trecho a partir de Presidente Figueiredo no Amazonas até o Abonari; do emblemático caso da rodovia BR-319, que liga Manaus a Porto Velho, cuja tentativa de repavimentação do trecho do meio (Km  250,7 ao  656,4) se arrasta há décadas; da BR-230 (Transamazônica), de Lábrea ao Apuí, sul do Amazonas; da BR-210 (Perimetral Norte), em Roraima, e tantas outras.

Por isso, considero fundamental a criação do Grupo de Trabalho (GT) de Rodovias, Hidrovias e Aeroportos da Amazônia Ocidental, proposta que está no plano de gestão do colega engenheiro civil Joel Krüger, candidato à presidência do CONFEA.

Abandono

Outro exemplo emblemático de abandono do nosso patrimônio rodoviário é o da BR-364, no trecho a partir de Rio Branco, capital do Acre, até Cruzeiro do Sul.

A existência de “greide colado”, nesse segmento, deve ser objeto de estudo para que, com economia e segurança, alternativas técnicas possam ser propostas pelo GT, contribuindo com a elaboração de planos táticos (de trabalho) e operacionais (de ação) voltados para os serviços conservação e manutenção rodoviária, e para obras de restauração de pavimentos, nesta região.

Pontes

Registro, também, neste espaço, a minha solidariedade a todos os senamadureirenses que estão sofrendo em razão do colapso estrutural da ponte Frei Paolino Baldassari.

Frisa-se que é necessário estabelecer a diferença entre um fenômeno natural, a exemplo das “Terras Caídas”, que consiste, em síntese, na erosão e, consequentemente, movimentação de grandes massas de solos, nas margens de rios, de outro, chamado de Efeito Tschebotarioff, que descreve, com a lente da Mecânica dos Solos, as cargas assimétricas que incidem sobre as estacas, sendo a infraestrutura das pontes, decorrente da movimentação de “solos moles”, característicos nesses rios de planície, na nossa região.

Reitero que é muito importante este olhar estratégico do CONFEA para a Amazônia Ocidental.

Não podemos aceitar que estudos preliminares voltados para a construção de pontes (OEA), em nessa região de rios de planície, com “solos moles”, deixem de considerar a incidência de esforços decorrentes do deslocamento de maciços de terra pelo (Efeito Tschebotarioff).

Conclusão

O CONFEA precisa ajudar a Amazônia Ocidental no resgate da técnica e, via de consequência, da engenharia.

(*) Engenheiro civil, advogado e professor.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.