
A busca por autonomia reprodutiva envolve a escolha de métodos seguros e eficazes para prevenir a gravidez. O uso inadequado desses recursos pode comprometer a eficiência do tratamento e elevar o risco de efeitos adversos. As reações variam de dores de cabeça, náuseas e alterações de humor até complicações de maior gravidade, como a trombose.
A farmacêutica Larissa Paiva, da rede Santo Remédio, alerta para a importância de compreender as diferenças entre as opções antes de ir à drogaria. Existem alternativas vendidas sem receita, como os preservativos e a pílula do dia seguinte. Por outro lado, opções como pílulas de uso contínuo, injeções, adesivos e o anel vaginal exigem prescrição médica.
Os preservativos destacam-se pela acessibilidade e por oferecerem proteção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). As versões da camisinha externa e interna estão disponíveis sem receita. O Ministério da Saúde recomenda a chamada dupla proteção, estratégia que combina o uso do preservativo com outro método contraceptivo.
Uso da pílula emergencial
A pílula do dia seguinte pode ser comprada sem prescrição no Brasil, mas o consumo deve ocorrer apenas de forma pontual. O recurso é indicado para situações de emergência, como relações sexuais sem proteção ou falhas no método habitual, a exemplo do rompimento do preservativo. A farmacêutica Larissa Paiva reforça que o medicamento não deve ser utilizado como rotina.
“Ela não é indicada como método contraceptivo de rotina, já que sua eficácia é menor que a dos métodos regulares e seu uso frequente pode causar alterações no ciclo menstrual”, alerta a farmacêutica Larissa Paiva.
Avaliação de saúde individual
Opções como pílulas anticoncepcionais, injeções, adesivos e anel vaginal são encontradas em farmácias, contudo, por serem medicamentos hormonais, necessitam de receita médica. A definição do método precisa considerar fatores individuais, pois determinadas condições de saúde podem apresentar contraindicações ou exigir acompanhamento específico.
A farmacêutica Larissa Paiva detalha as variações disponíveis no mercado.
“A pílula pode ser combinada, com estrogênio e progestogênio, ou apenas de progestogênio, opção que pode ser utilizada, por exemplo, durante a amamentação. A injeção tem versão mensal e trimestral, o adesivo é trocado uma vez por semana e o anel vaginal permanece inserido pelo período indicado para cada produto”, explica Larissa Paiva.
A prática da automedicação traz riscos à saúde. O médico avalia o histórico do paciente, os fatores de risco e o estilo de vida antes de indicar a alternativa mais adequada. O farmacêutico também atua no esclarecimento de dúvidas sobre o modo de uso, interações com outros medicamentos e sinais de alerta. Falhas no uso, como esquecimento de doses ou atrasos na aplicação, comprometem a proteção contra uma gravidez não planejada e devem ser orientadas por profissionais de saúde.
Métodos de longa duração
Além dos produtos comercializados em drogarias, existem opções que exigem procedimentos executados por profissionais de saúde. Destacam-se o dispositivo intrauterino (DIU) de cobre, o DIU hormonal e o implante contraceptivo. Essas alternativas são reversíveis, de longa duração e apresentam alta eficácia, pois dispensam a necessidade de medicação diária.
Para quem não planeja ter filhos no futuro, existem as intervenções cirúrgicas definitivas, como a laqueadura e a vasectomia, que obedecem a critérios legais e médicos específicos.
A escolha do contraceptivo ideal varia para cada indivíduo e deve considerar o estado de saúde, a rotina, as preferências pessoais e a orientação médica. O uso do preservativo permanece indispensável mesmo com outros métodos, garantindo proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.
Repercussão Assessoria










