
A vitória isolada nem sempre é motivo de festa no futebol continental, e o Fluminense sentiu o peso dessa realidade no Maracanã. Apesar de bater o Bolívar (BOL) por 2 a 1, o resultado deixou um gosto amargo e expôs a fragilidade emocional de um elenco que precisava de um saldo de três gols de diferença para garantir a classificação sem depender de ninguém.
Agora, o clube das Laranjeiras se vê em uma situação dramática no Grupo C, empatado em pontos e precisando de uma combinação de resultados na última rodada da fase de grupos.
Pressão inicial
Empurrado por uma torcida que criou uma atmosfera de decisão desde o aquecimento, o Tricolor começou a partida em ritmo avassalador. A sintonia com as arquibancadas funcionou nos minutos iniciais e se transformou em vantagem com o gol de Lucho Acosta.
No entanto, a organização desapareceu logo após abrir o placar. Em vez de sufocar o adversário, faltou eficácia para ampliar a vantagem e aproveitar a fragilidade do visitante.
A punição veio com a defesa desalinhada, permitindo que Melgar empatasse o jogo para os visitantes, o que abalou completamente a confiança dos donos da casa ainda na primeira etapa.
Desespero tático
A segunda etapa trouxe um cenário de desespero e erros frequentes, agravado pela impaciência dos torcedores.
O meio de campo sofreu com atuações individuais abaixo da média, com destaque negativo para Hércules, que falhou em lances seguidos no início e perdeu totalmente a confiança, atrasando as decisões de ataque e prejudicando a marcação.
Tentando mudar o panorama, o técnico Cuberas colocou Castillo aos 10 minutos e lançou o time de forma desorganizada ao ataque.
Embora a pressão tenha aumentado, a ansiedade tomou conta do elenco. John Kennedy ainda marcou o gol da vitória aos 25 minutos, mas foi substituído logo em seguida, impedindo que o Fluminense mantivesse o ímpeto para buscar o saldo necessário.
Cenário difícil
Com o resultado, o Fluminense alcançou os cinco pontos e segue empatado com o clube boliviano. A desorganização tática e o descontrole emocional custaram caro para o planejamento do clube na competição continental.
Para alcançar a vaga no mata-mata, o time carioca agora é obrigado a vencer o La Guaira (VEN) na jornada final e ainda torcer obrigatoriamente por um tropeço do Bolívar, transformando o fechamento da fase de grupos em um duro teste de sobrevivência.










