
A lista final saiu e trouxe o componente dramático que o torcedor brasileiro já esperava. O técnico Carlo Ancelotti convocou Neymar para a Copa do Mundo nesta segunda-feira (18/5), transformando o mistério em realidade.
O camisa 10 da Seleção Brasileira carimbou seu passaporte para o Mundial mesmo sem ter disputado uma única partida sob o comando do treinador italiano, que assumiu a equipe recentemente.
A decisão divide opiniões entre a genialidade técnica e o risco físico, colocando o craque diante de sua última oportunidade real de conquistar o tão sonhado hexacampeonato.
O retorno
O chamado funciona como uma espécie de renascimento para o atacante. A trajetória recente do atleta foi marcada por provações médicas, especialmente após a grave ruptura de ligamento cruzado no joelho sofrida em outubro de 2023, durante uma partida das Eliminatórias contra o Uruguai.
A contusão afastou o jogador dos gramados por mais de um ano, prejudicando severamente sua continuidade no futebol internacional.
A virada de chave aconteceu na temporada de 2025, quando o atacante retornou ao Santos.
Pelo clube paulista, o atleta somou 28 partidas, mostrando uma regularidade há muito tempo não vista.
Diferente dos anos anteriores, ele conseguiu disputar jogos completos, distribuir assistências e balançar as redes de forma consistente, convencendo a comissão técnica de que estava pronto para o maior desafio do futebol.
Os números
A oscilação física fica evidente ao analisar o histórico recente do atleta entre o Paris Saint-Germain (PSG) e o clube saudita Al-Hilal. Os dados mostram a gravidade do cenário nos anos anteriores ao retorno ao Brasil.
- No ano de 2021, o atacante esteve presente em 33 partidas
- No período de 2022, foram 32 atuações consolidadas
- A queda começou em 2023, com apenas 14 jogos disputados
- O ápice da crise ocorreu em 2024, quando entrou em campo apenas duas vezes
Apesar do histórico médico alarmante, a bagagem do camisa 10 na Seleção Brasileira é pesada demais para ser ignorada por Carlo Ancelotti.
Neymar acumula a impressionante marca de 128 jogos com a camisa verde e amarela, anotando 79 gols e 58 assistências.
Ele ostenta o título de maior artilheiro da história da equipe nacional, além de ser campeão olímpico e vencedor da Copa das Confederações.
O veredito
Esta será a quarta participação do craque em Mundiais, tendo defendido as cores do Brasil em 2014, 2018 e 2022.
A grande questão analítica que fica para o debate esportivo é se o clamor técnico e a liderança de vestiário superam a falta de entrosamento tático com o modelo de jogo implementado por Carlo Ancelotti. Levar um atleta de alto nível sem testes prévios no esquema atual é uma aposta ousada.
Por outro lado, prescindir do maior talento técnico da geração em um torneio de tiro curto poderia soar como negligência. O campo dará a resposta definitiva sobre a escolha do comandante italiano.
Os escolhidos de Carlo Ancelotti
Goleiros
- Alisson: Liverpool
- Ederson: Fenerbahçe
- Weverton: Grêmio
Defensores
- Alex Sandro: Flamengo
- Bremer: Juventus
- Danilo: Flamengo
- Douglas Santos: Zenit
- Gabriel Magalhães: Arsenal
- Ibañez: Al-Ahli
- Léo Pereira: Flamengo
- Marquinhos: PSG
- Wesley: Roma
Meio-campistas
- Bruno Guimarães: Newcastle
- Casemiro: Manchester United
- Danilo: Botafogo
- Fabinho: Al-Ittihad
- Lucas Paquetá: Flamengo
Atacantes
- Endrick: Lyon
- Gabriel Martinelli: Arsenal
- Igor Thiago: Brentford
- Luiz Henrique: Zenit
- Matheus Cunha: Manchester United
- Neymar: Santos
- Raphinha: Barcelona
- Rayan: Bournemouth
- Vinicius Júnior: Real Madrid










