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Jovens que se identificam como animais viram debate após busca por clínicas veterinárias

Foto: Divulgação/AP Photo

O avanço das redes sociais tem amplificado comportamentos que desafiam as fronteiras da psicologia, da identidade e da própria legislação médica.

O crescimento global do fenômeno dos chamados therians, indivíduos que se identificam psicologicamente ou espiritualmente com animais, ganhou um novo capítulo com relatos de jovens no exterior tentando buscar atendimento em clínicas veterinárias.

O cenário acendeu um sinal de alerta e forçou entidades a se posicionarem de forma preventiva sobre os limites legais e éticos da atuação profissional.

A Ordem dos Médicos Veterinários (OMV) decidiu se antecipar à tendência e traçou orientações internas claras para a categoria.

Diretrizes legais

A determinação da OMV é categórica ao proibir qualquer tipo de diagnóstico, tratamento ou ato clínico em seres humanos, independentemente de como eles se autodeclarem. Sob a ótica do ordenamento jurídico, as barreiras são intransponíveis e a identidade percebida não altera a natureza da responsabilidade civil e médica.

“A pessoa que se identifica como animal continua, para o Direito, a ser uma pessoa humana”, afirma a OMV ao balizar a conduta dos profissionais do setor.

A recomendação oficial orienta os veterinários a manterem uma postura estritamente respeitosa e informativa diante de eventuais abordagens.

O papel do profissional deve se limitar a esclarecer as fronteiras da legislação veterinária e encaminhar o indivíduo de maneira imediata para o sistema de saúde humana adequado, assegurando que o suporte seja prestado por médicos ou psicólogos habilitados.

Impacto social

A popularidade do movimento cresceu de forma exponencial por meio de plataformas digitais como o TikTok, onde vídeos mostram adolescentes e jovens adultos utilizando máscaras, adereços e imitando os hábitos de espécies como cães, gatos, raposas e ursos.

O assunto deixou de ser uma subcultura isolada da internet para mostrar reflexos no mundo real, gerando debates intensos sobre o comportamento social e a saúde mental dos envolvidos.

A resistência social a essa transição do ambiente virtual para o espaço coletivo já se manifestou de forma prática. Em fevereiro, um encontro presencial voltado para o convívio desses jovens estava programado para ocorrer na cidade de Vila Real, mas acabou cancelado devido ao volume expressivo de críticas recebidas.

Enquanto especialistas em comportamento e saúde mental acompanham de perto essa busca por pertencimento na juventude, o caso reforça que a liberdade de expressão e de identidade encontra um limite claro quando confrontada com a realidade científica e as normas que regem a saúde pública.

Fonte: https://pt.euronews.com/saude/2026/05/18/ordem-dos-medicos-veterinarios-recusa-tratar-pessoas-que-se-identifiquem-com-animais

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