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O fim da festa dos golpistas do Pix começa hoje com as novas regras de rastreio

Foto: Divulgação

A partir desta segunda-feira (2/2), o jogo virou para quem vive de aplicar golpes usando o sistema de pagamentos instantâneos. Entrou em vigor o Mecanismo Especial de Devolução (MED) 2.0, uma atualização que promete ser o maior pesadelo dos criminosos virtuais desde a criação do “Pix”. Até ontem, o sistema de segurança dos bancos era limitado e permitia que o dinheiro sumisse em segundos, mas agora a tecnologia de rastreio ganhou fôlego para perseguir o rastro do crime.

A grande mudança é que a proteção não para mais na primeira conta que recebe o dinheiro. O novo sistema permite que o Banco Central e as instituições financeiras monitorem o caminho dos recursos por várias camadas, alcançando as famosas “contas laranjas” que serviam de esconderijo para os valores roubados.

A tecnologia que persegue o dinheiro por várias contas laranjas

O antigo mecanismo era como uma barreira que só funcionava no primeiro degrau. Se o golpista transferisse o dinheiro para uma segunda ou terceira conta antes da vítima perceber o erro, a chance de recuperação era quase nula. Com a chegada do “MED 2.0”, essa barreira caiu.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforçou que a implementação é obrigatória. Agora, os bancos conseguem bloquear valores intermediários em tempo real. Isso significa que, mesmo que o dinheiro seja pulverizado em diversas contas diferentes, o sistema consegue identificar o fluxo e travar os recursos onde eles estiverem. É uma resposta tecnológica à altura da agilidade dos fraudadores.

O que você deve fazer imediatamente após cair em um golpe

A agilidade da vítima continua sendo o fator determinante para o sucesso da devolução. O novo sistema é potente, mas não faz milagres sozinho. Se você perceber que foi vítima de uma fraude ou golpe, o primeiro passo é abrir o aplicativo do seu banco e procurar o botão de contestação na área do “Pix”.

“O rastreamento será realizado em várias contas para aumentar as chances de bloqueio e devolução” afirma o Banco Central (BC) em sua nota técnica sobre o novo sistema.

Ao acionar essa ferramenta, o banco do golpista é notificado no mesmo instante para realizar o bloqueio. A análise do caso leva cerca de 7 dias e, se a fraude for confirmada, o dinheiro pode retornar para a sua conta em um prazo total de até 11 dias. Você também pode anexar provas como prints de conversas e boletins de ocorrência para fortalecer o seu pedido.

Saiba em quais situações o banco não fará a devolução

É fundamental que o usuário saiba que essa proteção blindada tem foco exclusivo em crimes e falhas sistêmicas. O novo mecanismo não serve para resolver problemas de consumo ou falta de atenção do pagador.

  • Erros de digitação: Se você digitou a chave errada e enviou o dinheiro para a pessoa errada por engano, o botão de contestação não se aplica.
  • Arrependimento de compra: O sistema não pode ser usado caso você desista de um produto ou serviço após o pagamento.
  • Desacordos comerciais: Problemas com a entrega de mercadorias ou qualidade de serviços devem ser resolvidos diretamente com o vendedor ou via justiça comum.

Um passo necessário para a segurança da economia digital

Os números mostram que o prejuízo era gigante. Somente em 2024, foram restituídos mais de R$ 561 milhões às vítimas, e a tendência é que esse valor suba drasticamente com o novo rastreamento. O “Pix” é um patrimônio do brasileiro pela sua praticidade, mas precisava dessa camada extra de inteligência para não ser um ambiente de impunidade.

O “MED 2.0” não é apenas uma regra burocrática, mas uma ferramenta de justiça financeira. Com o rastreio rigoroso e a cooperação entre os bancos, a mensagem para o crime organizado é clara porque o rastro do dinheiro agora é visível e o tempo dos golpistas está ficando curto.

Fonte: https://noticias.r7.com/prisma/conta-em-dia/pix-passa-a-ser-rastreado-em-todos-os-bancos-para-evitar-golpes-a-partir-desta-segunda-02022026/

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