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Mulheres que movimentam a economia verde levam ao FIINSA o desafio de gerar renda e preservar a floresta

Fotos: Divulgação/ ASCOM

Mais de 80 mulheres que impulsionam a sociobiodiversidade estão com presença confirmada para debater um dos grandes desafios da região amazônica, que é aproximar os recursos financeiros de negócios capazes de gerar renda, conservar a floresta e fortalecer as comunidades locais.

As vozes femininas ganham destaque especial na programação da quarta edição do Festival de Investimentos de Impacto e Negócios Sustentáveis da Amazônia (FIINSA), marcado para acontecer entre os dias 3 e 5 de novembro em Manaus.

O evento reúne executivas de grandes empresas, representantes de instituições financeiras, investidoras, empreendedoras, pesquisadoras e lideranças indígenas e comunitárias. Com trajetórias em diferentes setores, as participantes integram painéis sobre financiamento climático e acesso de pequenos empreendimentos amazônicos aos mercados nacionais e internacionais.

Liderança no ecossistema sustentável

Entre os nomes confirmados na programação está Natalie Unterstell, presidente do Instituto Talanoa, organização focada em políticas climáticas. Com vasta bagagem em negociações internacionais sobre mudanças do clima, ela participa das discussões sobre carbono florestal e caminhos para que os mecanismos financeiros gerem benefícios reais para as comunidades.

No setor de investimentos, o festival conta com Ellen Acioli, especialista em Amazônia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e Márcia Soares, gerente de Amazônia e Parcerias do Fundo Vale. A lista inclui também Janeth Londoño Becerra, coordenadora do Fundo Verde Catalítico da Latimpacto, iniciativa dedicada à mobilização de capital para soluções climáticas na América Latina.

A gestora de operações da AMAZ e líder de Novos Negócios do Idesam, Gabriela Souza, destaca a importância da representatividade no evento.

“A participação dessas lideranças no FIINSA reflete que a construção de uma economia amazônica sustentável passa pelo reconhecimento de seus diferentes conhecimentos, experiências e formas de atuação. São mulheres que estão à frente de negócios, instituições financeiras, organizações e iniciativas comunitárias, contribuindo para aproximar investimentos das demandas reais de seus territórios”, afirmou Gabriela Souza.

Empreendedorismo e mercado verde

O setor empresarial conta com a presença de Maria Teresa Fornea, diretora-geral da Endeavor Brasil, organização que apoia empresas de alto crescimento. Ela atua nos debates focados na expansão de negócios sustentáveis e na conquista de novos mercados.

A lista de convidadas traz ainda Ilana Minev, presidente do conselho de administração da Bemol, empresa com forte presença na economia regional. A programação tem a participação de Joanna Martins, fundadora da Manioca, negócio focado em ingredientes amazônicos e na valorização da biodiversidade através da gastronomia.

A empreendedora Noanny Maia, fundadora da Cacauaré, empresa paraense que transforma o cacau nativo de várzea em produtos de alto valor agregado, também participa das atividades. A história da Cacauaré exemplifica uma das metas centrais do evento, que é ampliar a geração de renda sem romper com a preservação ambiental e os saberes tradicionais.

Fortalecimento dos territórios tradicionais

A representação feminina alcança organizações que atuam diretamente com populações indígenas, ribeirinhas e quilombolas. A superintendente-geral adjunta da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Valcléia Lima, traz sua experiência de mais de 30 anos no desenvolvimento de projetos socioambientais e no fortalecimento comunitário.

A liderança indígena Pi Suruí, coordenadora da Associação Metareilá do povo Paiter Suruí, atua nas discussões sobre conservação e carbono florestal. Já a pesquisadora indígena Braulina Aurora, doutoranda em Antropologia Social pela Universidade de Brasília (UnB), reforça a voz das mulheres indígenas nos debates sobre modelos de desenvolvimento aplicados aos seus territórios.

A cofundadora do Impact Hub Manaus e da Azô Capital, Juliana Teles, é uma das idealizadoras do festival. A atuação de Juliana foca na integração entre empreendedores, investidores e entidades dedicadas ao avanço da economia florestal.

“A forte presença feminina no FIINSA evidencia a diversidade de experiências necessárias para enfrentar os desafios da nova economia amazônica e o protagonismo feminino na busca pelas soluções, especialmente na construção de mecanismos que permitam transformar investimentos em oportunidades econômicas e benefícios concretos para quem vive na região”, declarou a organizadora Juliana Teles.

Estrutura e apoiadores oficiais

A quarta edição do FIINSA é uma realização conjunta do Idesam e do Impact Hub Manaus.

O evento conta com o patrocínio das seguintes instituições:

  • Fundo Vale
  • Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)
  • The Climate and Land Use Alliance (CLUA)
  • Grupo Trigo
  • Fundo Casa Socioambiental
  • CNP Seguradora
  • Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio)

A iniciativa recebe o apoio institucional de diversas organizações:

  • Bezos Earth Fund
  • Amazon Investor Coalition (AIC)
  • Bemol
  • VOX Capital
  • Natura
  • Agência Felicidad
  • Amaz Aceleradora de Negócios de Impacto
  • Instituto Arumã
  • Uma Concertação pela Amazônia
  • Climate Ventures
  • Manaus Plaza Centro de Convenções

A cobertura de mídia oficial conta com a parceria dos veículos Stanford Social Innovation Review Brasil, Página 22, Reset e DRAFT.

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