
O Manaus Airport Cargo, administrado pela Concessionária dos Aeroportos da Amazônia e integrante da rede VINCI Airports, está alinhando suas operações para enfrentar o período de seca no estado. Com o rebaixamento do nível dos rios e as limitações naturais enfrentadas pelo transporte fluvial na região, o modal aéreo assume um papel crucial na garantia do fluxo contínuo de mercadorias e no deslocamento de pessoas.
O plano de ação inclui o monitoramento constante da demanda, a análise de capacidade operacional para voos extras e a articulação direta com companhias aéreas, agentes de carga, importadores e órgãos públicos.
Soluções e transporte
A concessionária mantém um canal de diálogo aberto com empresas cargueiras, agentes logísticos e o setor produtivo para acompanhar eventuais oscilações nos fluxos de suprimento durante a estiagem. Além disso, o aeroporto avalia alternativas integradas que combinem diferentes modais de transporte.
Conforme as condições de navegação e as necessidades operacionais de cada cliente, trechos aéreos, rodoviários e fluviais podem ser combinados para manter o abastecimento da indústria e do comércio.
O transporte aéreo atua como um suporte estratégico em situações de urgência e viabilidade técnica, complementando os demais modais sem substituí-los por completo.
Diálogo com a indústria
Como parte desse acompanhamento preventivo, o Manaus Airport Cargo tem participado ativamente de debates com os principais atores da cadeia logística amazonense. No início deste mês, o aeroporto esteve presente no encontro “Soluções para a Estiagem de 2026: Operações Logísticas e Aduaneiras”, promovido pelas Comissões de Logística e de Comércio Exterior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).
A iniciativa reuniu lideranças dos setores portuário, aeroportuário e aduaneiro para construir respostas conjuntas que minimizem os impactos da seca no Polo Industrial de Manaus.
Planejamento e estratégia
A preparação operacional exige integração entre as equipes e acompanhamento em tempo real para responder rapidamente às demandas da região.
“Os desafios da sazonalidade da Amazônia e os períodos de maior demanda exigem planejamento, integração entre equipes e acompanhamento constante das operações. Essa preparação já é parte do nosso cotidiano e envolve o alinhamento de processos, capacidade, a construção conjunta de soluções e a proximidade com a indústria e os parceiros logísticos. Conectar Manaus ao Brasil e ao mundo exige não apenas infraestrutura, mas também estratégia, previsibilidade e compromisso em cada etapa da operação”, destaca Luciana Procoro, gerente geral de cargas da VINCI Airports para os aeroportos da Amazônia.
Estrutura e prêmios
Considerado um dos maiores hubs aéreos do Norte do país, o Manaus Airport movimenta anualmente quase 3 milhões de passageiros entre rotas nacionais e internacionais. Sua infraestrutura abriga o terceiro maior terminal de cargas do Brasil, com capacidade para processar simultaneamente mais de 300 mil toneladas de mercadorias.
Na agenda ambiental, o terminal conta com a certificação internacional Green Airport, concedida pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC). Em 2025, o aeroporto foi reconhecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) como o mais sustentável do país em sua categoria dentro do eixo sociedade.
No mesmo ano, conquistou o Prêmio Destaques do Ano 2025, concedido pela Smacna Brasil e Abrava, em virtude da implementação de um sistema inovador e sustentável de climatização.
Sob a gestão da Concessionária dos Aeroportos da Amazônia desde 2022, o terminal recebeu investimentos em infraestrutura e incorporou padrões operacionais globais de eficiência e segurança sob o lema de conectar para transformar.
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