Economia Mosca-das-bicheiras causa prejuízo de US$ 340 milhões por ano e ameaça a...

Mosca-das-bicheiras causa prejuízo de US$ 340 milhões por ano e ameaça a criação de gado no Brasil

Mosca-das-bicheiras - Foto: Divulgação/ ASCOM

A mosca-das-bicheiras figura entre as pragas sanitárias que mais provocam dor de cabeça nos criadores de gado em todo o país. No Brasil, os prejuízos financeiros provocados por esse parasita chegam a cerca de US$ 340 milhões por ano, impulsionados em grande parte pela mortalidade de bezerros, segundo estudo publicado na Revista Científica Pathogens.

Provocada pelas larvas da mosca Cochliomyia hominivorax, a miíase acontece quando as larvas se alimentam dos tecidos vivos dos bovinos. Essa ação gera ferimentos profundos, dores intensas, inchaços e infecções por outros germes. Em situações mais graves, o problema prejudica o ganho de peso, derruba o rendimento da criação e pode levar o animal à morte.

A exposição do rebanho aumenta em momentos que deixam feridas abertas, como no caso de castrações, descornas, partos, machucados na pele e complicações no umbigo dos bezerros recém-nascidos. As fêmeas do inseto colocam os ovos bem nas bordas dessas lesões, onde as larvas nascem e se desenvolvem. Para piorar, os dias de calor intenso e o clima favorável aumentam a presença das moscas no pasto.

“A prevenção é fundamental para evitar o desenvolvimento das lesões e reduzir o sofrimento dos animais. Por isso, o produtor deve manter a vigilância sanitária e agir rapidamente diante de indícios da doença”, explica o médico-veterinário Gibrann Frederiko, que trabalha como promotor de vendas da empresa Nossa Lavoura.

Sinais claros de alerta

O produtor rural precisa acompanhar de perto o comportamento dos animais para identificar a doença logo nos primeiros dias. Entre os sintomas mais comuns observados na propriedade estão os seguintes pontos:

  • Feridas abertas com presença de larvas vivas e visíveis;
  • Liberação de secreção e presença de cheiro forte no local;
  • Sinais de dor, agitação e hábito de lamber a região afetada a todo momento;
  • Perda de apetite, isolamento do grupo, queda na produção e piora das lesões.

Essas complicações estouram o orçamento da fazenda com a compra de remédios, contratação de mão de obra e manejo especial do gado doente. Além disso, ocorrem a perda de valor comercial dos animais e prejuízos nas taxas de rendimento de carne, leite e reprodução. Antecipar as ações de controle evita tratamentos caros e protege a produção.

Uso correto de medicação

Dentro do plano de combate, o uso de determinados endectocidas registrados para essa finalidade ajuda a eliminar as larvas e evitar novos ataques no rebanho. A escolha do produto adequado deve considerar o princípio ativo, a forma do medicamento e o tempo de proteção garantido.

“Os produtos devem ser registrados para a espécie animal e a indicação desejada, com respeito à dose, à via de administração e aos intervalos de carência. O histórico da propriedade, a presença de feridas e a pressão de infestação também devem ser considerados na definição das medidas mais adequadas. Além disso, é fundamental seguir as recomendações da bula e integrar outras medidas sanitárias, sempre com orientação de especialistas”, ressalta o especialista Gibrann Frederiko.

Estratégia prática no campo

Uma defesa sanitária eficiente exige rotina constante. A orientação dos profissionais inclui vistorias diárias no pasto, curativo imediato de qualquer machucado, cuidados com o umbigo de recém-nascidos e planejamento das datas para cirurgia no gado. Também é necessário levar em conta os meses de maior calor e as fases da vida em que o animal fica mais vulnerável.

“Um bom planejamento sanitário ajuda a identificar riscos e orientar as medidas preventivas. O acompanhamento dos resultados também permite avaliar a eficácia das ações adotadas”, complementa o médico-veterinário.

A prevenção protege a saúde do rebanho ao diminuir dores, estresse, inchaços e infecções. Gado saudável come melhor, ganha peso no tempo certo e mantém bom desempenho reprodutivo, garantindo retorno financeiro ao produtor e reduzindo despesas com remédios e manejo.

“O controle da mosca-das-bicheiras exige atenção contínua e medidas preventivas adequadas à realidade de cada propriedade. A identificação precoce da doença e a adoção rápida do tratamento indicado ajudam a evitar a evolução do quadro e a reduzir os impactos sobre a saúde e o desempenho dos animais”, conclui o médico-veterinário Gibrann Frederiko.

Sobre a Axia Agro

A Axia Agro é uma das maiores distribuidoras e revendedoras de insumos agropecuários do Brasil, com forte presença na região Norte do país. Fundado em 2021, o grupo nasceu com o objetivo de proporcionar um ecossistema de soluções completas ao pecuarista brasileiro, por meio da consolidação de revendas, tecnologia, inovação e serviços, potencializando a produtividade no setor. Hoje, a empresa conta com mais de 40 lojas entre os estados de Rondônia, Acre e Amazonas, e um braço fabril de produção de insumos para nutrição animal, em Ariquemes (RO). Para mais informações sobre a Axia Agro, clique aqui.

Sobre a Nossa Lavoura

A Nossa Lavoura, lançada em 2025, mantém a essência da Casa da Lavoura, nascida há 45 anos em Rondônia, trazendo uma nova identidade com o olhar ainda mais inovador e voltado para o futuro. A tradicional rede de lojas de produtos agropecuários, máquinas, implementos agrícolas conta com mais de 40 pontos de vendas nos estados de Rondônia, Acre e Amazonas. Destaca-se como uma empresa totalmente afinada às questões ligadas ao meio rural, atuando de forma transparente e responsável. Mais informações, acesse aqui.

ASCOM: Patricia Mattos

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.