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Alta aposta em genética planejada para desenvolver touros que atendam às necessidades da pecuária brasileira

Autum é um dos primeiros resultados concretos do projeto de embriões da Alta, chegando à Central após um processo de planejamento, desenvolvimento e seleção criteriosa – Foto: Divulgação

A busca contínua por novos reprodutores capazes de atender aos variados objetivos da pecuária brasileira é um pilar estratégico para o melhoramento genético bovino. A empresa Alta, líder nesse segmento, expandiu sua atuação no mercado nacional. Além de realizar a tradicional compra e contratação de touros no Brasil e em mercados estratégicos como Estados Unidos e Argentina, a companhia iniciou o desenvolvimento de animais no próprio território nacional a partir de embriões gerados por acasalamentos direcionados. A iniciativa visa responder diretamente às necessidades específicas dos sistemas de produção do país.

O projeto tem início com a seleção criteriosa de doadoras de grande relevância no mercado norte americano. Essas matrizes são combinadas com touros de referência, levando em consideração a projeção genética dos descendentes e as características de maior valor comercial para a pecuária brasileira.

A gerente de Corte Taurino da Alta, Luiza Mangucci, destaca que essa nova frente amplia significativamente as possibilidades de renovação do plantel da empresa.

“A Alta investe constantemente em trazer genética para o mercado brasileiro, seja por meio da compra e contratação de touros provenientes dos Estados Unidos, Brasil ou na Argentina. Agora, avançamos também com embriões originados de acasalamentos direcionados especificamente para o nosso mercado”, afirmou Luiza Mangucci.

A grande inovação dessa estratégia é permitir que a seleção comece antes mesmo do nascimento do animal. Ao planejar os acasalamentos, a equipe técnica analisa a qualidade das doadoras, os atributos dos reprodutores e a projeção das Diferenças Esperadas na Progênie (DEPs), garantindo um alinhamento preciso com as metas do produtor rural brasileiro.

Primeiros touros no mercado

Os resultados práticos desse planejamento genético já começaram a chegar à Central Alta. Os touros Autum e Astro são os primeiros frutos desse trabalho e já estão em processo de coleta, com sêmen disponível para comercialização.

Esses dois animais apresentam desempenho diferenciado nas seguintes características essenciais para o rebanho:

  • Facilidade de parto garantida no manejo;
  • Excelente ganho de peso da desmama até o abate;
  • Composto de carcaça de altíssima qualidade;
  • Excelente alternativa para cruzamentos no sistema “Beef on Dairy”.

Os dois reprodutores simbolizam a eficácia de uma estratégia que começa no cruzamento planejado e segue com o acompanhamento rigoroso durante o crescimento dos bovinos.

Desafios no Sudoeste Goiano

A segunda fase do projeto está sediada na Fazenda Flamboyant, localizada em Mineiros, no Sudoeste Goiano. Foi nessa propriedade que os embriões foram implantados e onde os animais recebem monitoramento constante desde as primeiras fases de desenvolvimento. A fazenda atua com um sistema de produção intensivo, ideal para testar o desempenho dos bovinos sob as condições climáticas características daquela região.

O representante da Alta, Getúlio Carvalho, explica que testar esses animais em condições climáticas desafiadoras é um filtro eficiente para selecionar indivíduos ainda mais fortes.

“Estamos em uma região com sistema de produção mais intensivo e temperaturas elevadas. Acompanhar esses animais nessas condições, juntamente com toda a avaliação genética, vai nos dar ainda mais informações para identificar aqueles que realmente podem atender às necessidades do nosso mercado”, ressaltou Getúlio Carvalho.

Critérios rigorosos de avaliação

Atualmente, os animais dessa safra estão com cerca de 60 dias de idade e ainda cumprirão diversas etapas antes da seleção final para a bateria de touros. De acordo com Luiza Mangucci, ao longo do desenvolvimento, os bovinos passarão por avaliações na desmama e no sobreano, exames de ultrassonografia de carcaça e avaliações intrarrebanho. Todo esse processo é complementado pelo acompanhamento constante de informações genéticas nacionais e americanas.

“São avaliações criteriosas para conseguirmos identificar os melhores indivíduos e, a partir daí, selecionar a genética que realmente poderá ser disponibilizada ao mercado brasileiro”, acrescentou a executiva.

Com esse projeto, a Alta consolida mais uma frente de inovação na renovação de sua bateria. Ao atuar desde a origem dos acasalamentos, a empresa fortalece a oferta de touros adaptados a diferentes ambientes e objetivos de produção, conectando soluções genéticas personalizadas às demandas de cada rebanho.

Atuação global da Alta

A Alta atua globalmente no setor de melhoramento genético bovino, estando presente em mais de 90 países. No Brasil, a estrutura conta com escritório e uma central de biotecnologia e difusão genética instalada em Uberaba, no estado de Minas Gerais, espaço que recebe mais de 12 mil visitantes por ano. A empresa combina genética, tecnologia e serviços especializados de manejo para apoiar os produtores rurais na construção de relações duradouras e no aumento da rentabilidade no campo.

ASCOM: Ingrid Ribeiro/ Alfapress Comunicações

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