
A deputada estadual Brena Dianná apresentou, na Assembleia Legislativa do Amazonas, duas propostas voltadas para a juventude e para as mulheres. As medidas tratam da expansão do ensino de empreendedorismo nas salas de aula e do acompanhamento rigoroso da “Política Estadual de Dignidade Menstrual”. O objetivo das iniciativas é garantir preparação profissional aos estudantes e assegurar direitos básicos de saúde pública para a população feminina.
A parlamentar protocolou uma indicação oficial solicitando que o Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e em parceria com o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), estude a implantação da metodologia “Do Produto ao Negócio”. A proposta educacional busca unir as matérias tradicionais com oficinas práticas sobre mercado e trabalho.
“É importante falar do empreendedorismo na juventude. Por isso, o Governo do Amazonas deve investir, principalmente no Cetam, com oficinas de empreendedorismo voltados para a juventude, para que a gente possa não só ensinar matemática, mas também falar de planejamento financeiro, produto, mercado, preços e valores”, explicou a deputada.
Muitos jovens enfrentam portas fechadas por falta de vivência profissional anterior.
“Quando você entra no mercado de trabalho, eles sempre exigem experiência. Mas como é que você vai ter experiência se ninguém te dá oportunidade para adquirir isso? Por isso, é importante o primeiro emprego. Mas, é importante também proporcionar oportunidades para jovens que desejam empreender e gerar emprego”, destacou Brena Dianná.
A metodologia sugerida aposta em ambientes simulados para que os estudantes aprendam na prática sobre a rotina dos negócios.
O modelo aborda os seguintes pontos de aprendizado:
- Cálculo de custos de produção;
- Formação justa de preços;
- Estratégias de comunicação no mercado;
- Planejamento financeiro para empresas;
- Uso consciente das redes sociais.
“Não basta só ter o sonho. É preciso ter ferramentas, capacidade e métodos para transformar esse sonho em realidade. Precisamos oferecer oportunidades reais por meio de políticas públicas concretas e capazes de mudar vidas”, acrescentou a deputada Brena Dianná.
Saúde e dignidade feminina
Além do foco na juventude, Brena Dianná cobrou dados detalhados sobre o cumprimento da Lei Estadual nº 5.550/2021, que criou a “Política Estadual de Dignidade Menstrual”. Por meio de requerimento, a deputada pediu informações oficiais sobre como as ações estão sendo executadas, quantas mulheres já foram atendidas, como funciona a entrega de absorventes e qual é o valor dos investimentos aplicados, especialmente nas cidades do interior amazonense.
“Dignidade menstrual é sobre saúde pública. Quantas mulheres hoje têm a sua saúde afetada por não ter o básico? Infelizmente, esse básico muitas vezes é apenas um absorvente”, afirmou.
A parlamentar destacou a grave vulnerabilidade social enfrentada por adolescentes e mulheres em comunidades carentes.
“Nós que somos mulheres sabemos a gravidade disso. Ainda existem mulheres que não têm acesso a esse item básico, que não é um item de luxo. Muitas vezes um absorvente custa R$ 5 ou R$ 10, mas há mulheres em situação de extrema pobreza que não conseguem ter acesso a ele”, declarou Brena Dianná.
Cobrança por leis cumpridas
Segundo a deputada, a legislação com as diretrizes de apoio já está aprovada no Estado, mas precisa sair do papel para ter eficácia no dia a dia das famílias.
“Já existem leis que tratam desse tema e que, infelizmente, muitas vezes não estão sendo observadas. Quando uma lei não é respeitada, quem sofre é a população. Neste caso, a população feminina”, ressaltou.
A fiscalização junto aos órgãos estaduais quer mapear as medidas em andamento para assegurar a distribuição regular dos itens higiênicos previstos na legislação.
“Precisamos usar a nossa voz, usar o nosso mandato e os nossos posicionamentos para cobrar os órgãos públicos. Essa é a nossa responsabilidade, nosso compromisso é nossa obrigação. Somos instrumentos de fala e de visibilidade para pautas importantes da população”, concluiu a deputada Brena Dianná.
ASCOM | Shirley Assis










