
O desfecho de um dos episódios mais trágicos da história recente da segurança pública no estado traz uma resposta oficial para a sociedade. A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), que atua como Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM), manifestou apoio à decisão da Justiça do Amazonas que condenou os acusados pelo assassinato de Débora da Silva Alves e pela morte do bebê Arthur, que estava no ventre da mãe. A sentença foi anunciada na madrugada desta segunda-feira (1º/6), após quase seis dias de julgamento pelo Tribunal do Júri.
A parlamentar acompanha os desdobramentos do caso desde agosto de 2023, período em que a brutalidade do crime gerou forte comoção social, mobilizando movimentos de defesa dos direitos humanos e diversos setores da sociedade civil em Manaus.
Apoio institucional e cobrança
Desde o início das investigações policiais, a Procuradoria Especial da Mulher da ALEAM manteve uma postura ativa de vigilância sobre o andamento do processo. O órgão parlamentar atuou prestando apoio institucional aos familiares da vítima e cobrando celeridade dos órgãos de segurança e do Ministério Público na apuração das responsabilidades.
Ao longo dos últimos anos, a deputada utilizou o espaço da tribuna da Assembleia Legislativa para cobrar que o crime não ficasse impune, transformando o caso em um símbolo da necessidade de endurecimento no combate à violência de gênero.
Pilares da resposta judicial
Para a Procuradora Especial da Mulher, o resultado obtido no Tribunal do Júri cumpre um papel que vai além da punição individual dos envolvidos, gerando reflexos em toda a rede de proteção social.
- Combate à impunidade: A responsabilização criminal dos autores reafirma a eficiência das instituições do estado diante de crimes de extrema gravidade.
- Caráter pedagógico da pena: A aplicação rigorosa da lei envia uma mensagem clara para a sociedade de que atos violentos contra o público feminino serão punidos severamente.
- Alívio para os familiares: Embora a sentença não apague o sofrimento, o encerramento do ciclo judicial oferece uma sensação de justiça cumprida para os parentes das vítimas.
- Fortalecimento de políticas públicas: O desfecho reforça a urgência de ampliar o investimento em estruturas de acolhimento e canais de denúncia para evitar novas tragédias.
Preservação da memória
Mesmo com a condenação decretada pelo poder judiciário, a representação parlamentar garantiu que o trabalho de fiscalização e assistência não será interrompido. O objetivo agora é consolidar os aprendizados deixados pelo caso para aperfeiçoar as leis estaduais de proteção à vida das mulheres.
Nada será capaz de devolver a vida de Débora e do pequeno Arthur e nenhuma sentença conseguirá reparar a dor da família, mas a condenação dos responsáveis reafirma um princípio fundamental de que a violência contra a mulher não pode ficar impune, conforme destacou Alessandra Campelo.
A deputada concluiu reforçando que a memória de Débora e Arthur não pode ser esquecida e que o caso deve servir de alerta para fortalecer a luta por um Amazonas mais seguro.
ASCOM: Emanuel Mendes Siqueira










