Educação Inpa e Semed aproximam acervo da biodiversidade amazonense da população em Manaus

Inpa e Semed aproximam acervo da biodiversidade amazonense da população em Manaus

Fotos: Eliton Santos/ Semed 

A aproximação entre a pesquisa científica de ponta e a educação comunitária ganhou um novo capítulo na capital amazonense. A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semed), abriu nesta segunda-feira (14/9) a exposição “Animais da Amazônia: Coleções Zoológicas e o Mundo dos Insetos”. A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) para democratizar o conhecimento biológico.

A mostra acontece no Espaço da Cidadania Ambiental (Ecam), administrado pela Semed e localizado no mezanino do Manauara Shopping, no Piso Açaí (G3), bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. A visitação pública ocorre até o dia 25 de setembro, de segunda a sexta-feira, das 10h às 21h30. O evento reúne exemplares da fauna regional das coleções científicas do Inpa, buscando ampliar a compreensão sobre a conservação ambiental.

“A exposição é uma oportunidade para conhecer a riqueza da fauna amazônica, compreender sua importância para a ciência e fortalecer o compromisso com a preservação da biodiversidade”, destacou o coordenador do Ecam, Marzilio Pereira.

Acervo científico do Inpa

Os exemplares expostos integram o Programa de Coleções Científicas Biológicas (PCCB) do Inpa, responsável por gerenciar nove acervos nas áreas de Botânica, Microbiologia e Zoologia. A pesquisadora do Inpa, Lucia Helena Py-Daniel, explicou que o programa surgiu em 1998 para unificar o trabalho de vários cientistas e captar recursos, sendo reconhecido pelo Instituto e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

  • O acervo do PCCB ultrapassa 1,2 milhão de exemplares e lotes catalogados da fauna e flora amazônicas.
  • Os materiais permanecem preservados para estudos de pesquisadores brasileiros e estrangeiros.
  • O conjunto destaca o registro de plantas, peixes de água doce e insetos da região.

“A partir de 1998, reunimos coleções que eram tratadas por diferentes pesquisadores em um único programa, para buscar recursos e trabalhar a diversidade amazônica. Atualmente, o programa é reconhecido oficialmente pelo Instituto e pelo Ministério da Ciência e Tecnologia”, explicou Lucia Helena Py-Daniel.

Experiência dos estudantes

A abertura oficial teve a presença de alunos da escola municipal Doutor Aderson Pereira Dutra, localizada no bairro Novo Aleixo, na Zona Norte. A oportunidade de observar animais e estruturas ósseas reais aproximou o ensino teórico da vivência prática.

“A quantidade de animais apresentados me chamou a atenção. Tinha até ossos de animais, então achei a exposição muito realista e bem-organizada”, afirmou a estudante Melyssa Silva, de 10 anos, aluna do 5º ano.

Ciência nos shoppings

Levar coleções científicas para centros comerciais é uma estratégia válida para alcançar o público geral fora da academia. A continuidade dessas ações educativas é fundamental para garantir que o encantamento das crianças se converta em apoio permanente à ciência e à preservação da Amazônia.

Fonte: ASCOM | Emerson Santos/ Semed 

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