
Preparar professores para compreender as diferentes formas de aprendizagem e utilizar metodologias que tornem o ensino mais dinâmico, participativo e inclusivo figura como um desafio crescente na educação profissional.
Diante de salas de aula com perfis diversos e de um mercado que exige profissionais capazes de pensar criticamente, resolver problemas e atuar de forma colaborativa, a formação continuada dos docentes consolida-se como um pilar indispensável para fortalecer a qualidade do ensino e acompanhar as transformações pedagógicas.
Com esse propósito, os instrutores do Centro de Ensino Literatus participaram, neste fim de semana, da formação “Metodologias Ativas e Neurodiversidade no Ensino Técnico: da sala de aula ao mundo do trabalho”. A atividade foi realizada em preparação para o início do novo semestre letivo.
Práticas pedagógicas
Ao longo da programação, os participantes vivenciaram estratégias que colocam o estudante como protagonista do processo de aprendizagem. A proposta incentivou os docentes a refletirem sobre suas práticas diárias, aproximando o ensino das situações reais encontradas no cotidiano das profissões e tornando o aprendizado mais significativo.
As estratégias aplicadas durante a capacitação abrangeram as seguintes metodologias:
- Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP).
- Desafios práticos direcionados.
- Simulações profissionais do mercado.
- Rotação por estações de aprendizagem.
A estrutura do encontro baseou-se em estudos de caso, pesquisas, dinâmicas colaborativas e vivências práticas que estimularam o diálogo sobre os desafios enfrentados na rotina escolar.
Durante os trabalhos, os professores compartilharam experiências, analisaram diferentes cenários, discutiram propostas pedagógicas e desenvolveram estratégias para atender alunos com distintos perfis de aprendizado, sempre considerando a realidade da educação profissional.
Inclusão e neurodiversidade
Conduzida pelas pedagogas da própria instituição, a capacitação também promoveu reflexões sobre a neurodiversidade no contexto do ensino técnico. Em vez de concentrar as discussões em diagnósticos, as atividades incentivaram os docentes a identificar barreiras que podem interferir na aprendizagem.
O foco esteve na construção de soluções pedagógicas que favoreçam a participação, a autonomia e o desenvolvimento dos estudantes, respeitando as particularidades sem abrir mão da qualidade e do rigor da formação técnica.
Além das exposições dialogadas, a programação contou com momentos de interação em grupo, permitindo que os participantes transformassem aulas tradicionalmente expositivas em experiências ativas, inclusivas e conectadas às exigências do mercado de trabalho. A troca de experiências entre docentes de diferentes áreas também contribuiu para ampliar o repertório de práticas aplicáveis aos cursos técnicos.
Qualificação contínua
A formação integra o calendário permanente de desenvolvimento docente do Centro de Ensino Literatus. A iniciativa ocorre bimestralmente para acompanhar os diferentes momentos do ano letivo, a exemplo do início do semestre e do retorno do recesso acadêmico, reafirmando o investimento contínuo na qualificação dos professores e no fortalecimento de práticas pedagógicas inovadoras.
A diretora-presidente e mantenedora do Grupo Literatus Educacional, professora Elaine Saldanha, destacou que o investimento no corpo docente reflete diretamente na qualidade do ensino ofertado.
“A educação está em constante transformação e nossos professores precisam acompanhar esse movimento. Cada formação representa uma oportunidade de ampliar conhecimentos, compartilhar experiências e aperfeiçoar práticas que fazem a diferença na aprendizagem dos estudantes e na formação de profissionais preparados para o mercado de trabalho”, afirmou Elaine Saldanha.
A coordenadora pedagógica do Centro de Ensino Literatus, Vanderlane Alves, ressaltou o impacto direto dessas iniciativas no ambiente escolar.
“Nosso objetivo é oferecer aos professores ferramentas que possam ser aplicadas na prática, estimulando a reflexão, a troca de experiências e a construção de estratégias que atendam às diferentes formas de aprendizagem. Quando o docente se desenvolve, toda a comunidade acadêmica é beneficiada”, concluiu Vanderlane Alves.
ASCOM: Isabelle Valois










