Trocando em Miúdos Estudantes cospem fogo na Assembleia Legislativa. Sinetram foge do confronto

Estudantes cospem fogo na Assembleia Legislativa. Sinetram foge do confronto

O drama dos estudantes de Manaus ganhou contornos ainda mais constrangedores nesta quinta-feira (5/11), quando lideranças estudantis ocuparam a tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas, a convite do deputado Sinésio Campos (PT), para denunciar as consequências da suspensão das recargas do Passe Livre Estudantil.

Os relatos foram contundentes: jovens sem dinheiro para pagar a passagem, dependentes de caronas e, na situação mais dramática, estudantes pobres que simplesmente estão deixando de frequentar as aulas porque não conseguem chegar às escolas.

Da tribuna, os representantes classificaram a situação como “humilhante e vergonhosa” e acusaram o Governo do Amazonas, a Prefeitura de Manaus e o Sinetram de prejudicarem o processo educacional em razão do impasse financeiro envolvendo o benefício.

O que deveria ser uma garantia de acesso à educação transformou-se em motivo de angústia e indignação para milhares de famílias.

Solidários à causa

Foto: Matheus Ponce

Os deputados Dan Câmara (Republicanos) e Joana Darc (União Brasil) manifestaram solidariedade à causa estudantil.

A sessão foi encerrada por Adjuto Afonso por volta das 12h, mas um detalhe chamou atenção: os representantes do Sinetram, que haviam prometido comparecer à Assembleia para prestar esclarecimentos, não apareceram.

Enquanto governo, prefeitura e empresários discutem quem deve pagar a conta, estudantes discutem como conseguir chegar à escola. É uma inversão inaceitável de prioridades, já que o Passe Livre não é favor, concessão graciosa ou moeda de negociação.

Justiça age, mas e depois?

Foto: Divulgação

A Justiça já determinou a retomada das recargas do Passe Livre no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil, limitada inicialmente a R$ 1 milhão.

Na decisão, o juiz Ronnie Frank Torres Stone deixou claro que divergências financeiras e burocráticas entre os responsáveis não podem ser transferidas aos estudantes.

ALEAM precisa ter atitude

A manifestação das lideranças estudantis no plenário da Assembleia Legislativa nesta quinta-feira colocou os deputados diante de uma responsabilidade que vai muito além da solidariedade.

Depois de ouvir relatos de estudantes que estão faltando às aulas por não terem dinheiro para pagar o transporte, a ALEAM precisa transformar a indignação em providências concretas.

A Assembleia tem instrumentos constitucionais para fiscalizar, convocar autoridades e cobrar explicações. Pode promover uma audiência pública com a presença do Governo do Estado, Prefeitura de Manaus, Sinetram, Defensoria Pública, representantes das escolas e lideranças estudantis. Pode exigir a apresentação detalhada dos valores cobrados, dos pagamentos realizados e das pendências financeiras que provocaram a crise.

Acompanhar e fiscalizar

A ALEAM também pode instituir uma comissão de acompanhamento para fiscalizar o cumprimento da decisão judicial, monitorar a regularização das recargas e propor mecanismos legais que impeçam novas interrupções do benefício por divergências entre os responsáveis pelo sistema.

A ausência dos representantes do Sinetram no plenário, apesar da promessa de comparecimento, reforça a necessidade de a Assembleia formalizar a convocação dos envolvidos para que prestem esclarecimentos.

O encerramento da sessão por volta das 12h, pelo deputado Adjuto Afonso, não pode representar o encerramento dessa discussão. A reivindicação dos estudantes continua de pé e exige respostas.

Omar desmente especulações

Em meio à enxurrada de especulações sobre quem ocupará as principais secretarias do futuro governo, Omar Aziz resolveu colocar os pingos nos is.

O governador eleito foi categórico ao afirmar que não convidou ninguém para integrar seu secretariado. Com isso, desmonta uma onda de boataria que vinha alimentando expectativas, distribuindo supostas nomeações e fazendo circular listas de futuros contemplados sem qualquer confirmação oficial.

Omar deixou claro que, antes de escolher nomes, pretende conhecer a realidade administrativa e financeira do Amazonas. Vai coordenar pessoalmente a transição e quer informações precisas sobre áreas estratégicas, como saúde, segurança e educação.

Novos investimentos na ZFM

Presidente da FIEAM, Antonio Silva, fala sobre investimentos no PIM – Foto: Divulgação/ ASCOM

A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) trabalha para ampliar os horizontes da Zona Franca de Manaus e colocar o modelo industrial amazonense no radar de novos investidores internacionais.

Em reunião com representantes da Embaixada dos Estados Unidos, o presidente da entidade, Antônio Silva, apresentou uma proposta para promover um encontro com empresários norte-americanos interessados em conhecer as oportunidades de negócios oferecidas pelo Polo Industrial de Manaus.

A iniciativa pretende mostrar, na prática, a estrutura produtiva da ZFM, seus incentivos fiscais, sua capacidade tecnológica e os resultados alcançados por empresas estrangeiras que já operam no Amazonas.

A ideia é utilizar essas experiências como vitrine para atrair novos empreendimentos e fortalecer a presença da indústria amazonense na disputa por investimentos internacionais.

Mais desafios adiante

Presidente da FIEAM, Antonio Silva – Foto: Divulgação

Antônio Silva também destacou as oportunidades em áreas de maior conteúdo tecnológico, como processadores, microchips, fios e cabos.

A FIEAM também colocou em discussão os desafios relacionados à reforma tributária, à infraestrutura, à qualificação profissional e à inovação, fatores fundamentais para garantir competitividade e ampliar a capacidade de atração de novas fábricas.

Ao apresentar a preservação de aproximadamente 95% da cobertura florestal do Amazonas como um diferencial ambiental, a FIEAM reforçou outro argumento importante: a possibilidade de conciliar desenvolvimento industrial, geração de empregos e conservação da Amazônia.

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