
Reeleito com mais de 1 milhão de votos, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) diz que a nova configuração política do país precisa ser aproveitada para ampliar os investimentos federais no Amazonas.
Braga aposta na parceria entre o presidente Lula, o governador eleito Omar Aziz e a bancada federal amazonense para transformar compromissos de campanha em obras e serviços de qualidade para a população.
Entre as prioridades apontadas pelo parlamentar estão a defesa da Zona Franca de Manaus, o avanço das obras da BR-319 e do Porto da Manaus Moderna, além da ampliação da rede hospitalar e do enfrentamento das filas do SISREG.
Braga também destacou a necessidade de investimentos em educação, segurança pública e qualificação profissional. Para ele, o momento exige menos disputas políticas e mais capacidade de entregar resultados concretos.
“Agora o nosso desafio é transformar o nosso projeto em realidade”, afirma o senador.
MPAM investiga pesca

O Ministério Público do Amazonas (MPAM) decidiu investigar possíveis irregularidades administrativas na Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (SEPA). A apuração envolve suspeitas de nepotismo, favorecimento pessoal e eventual prejuízo aos cofres públicos.
A medida consta do Diário Oficial Eletrônico do MPAM, edição nº 3425, publicada na segunda-feira (26). O procedimento preparatório menciona os nomes de Éder de Almeida Corrêa, Érika de Almeida Corrêa e Marcos Roberto Pereira Ribeiro no contexto das contratações que serão examinadas.
A iniciativa busca esclarecer a existência de possíveis vínculos entre os envolvidos, verificar a regularidade dos atos administrativos e identificar eventuais violações aos princípios da administração pública.
Cobrança milionária do TCE

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) rejeitou, por unanimidade, recursos apresentados pelo Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano e por seu dirigente, José Carlos Rizoli, mantendo a decisão que determina o ressarcimento de R$ 7.345.933,00 aos cofres públicos estaduais.
A responsabilização também alcança o ex-secretário estadual de Saúde Anoar Abdul Samad, no âmbito de irregularidades relacionadas à execução do 10º Termo Aditivo ao Contrato de Gestão nº 001/2019.
Sob relatoria do conselheiro Josué Neto, o Tribunal Pleno concluiu que os argumentos apresentados nos embargos de declaração não demonstraram omissão, contradição ou obscuridade capazes de modificar o julgamento anterior.
Um dos pontos discutidos envolveu atividades preparatórias para a implantação do serviço de transplante renal no Amazonas. As providências administrativas mencionadas pela defesa não comprovaram a efetiva disponibilização do atendimento aos pacientes nos períodos questionados.
Inferno astral da direita

A vitória de Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o governo de Minas Gerais não foi suficiente para livrá-lo de uma inesperada dor de cabeça política.
Mal terminou a eleição, o governador eleito já enfrenta cobranças de setores da direita, que procuram responsáveis pela derrota de Flávio Bolsonaro para Lula no Estado.
Eleito no primeiro turno com 55,4% dos votos válidos, Cleitinho era considerado um importante trunfo eleitoral do bolsonarismo. A expectativa era que sua popularidade ajudasse Flávio a consolidar a vantagem obtida no primeiro turno.
Mas a transferência de votos não aconteceu como seus aliados esperavam. Lula virou o jogo e venceu em Minas por 50,43% a 49,57%.
“Corpo mole” de Cleitinho

Agora, Cleitinho enfrenta acusações de ter feito “corpo mole” na campanha. O vereador Flávio Marra, de Divinópolis, chegou a afirmar que o governador eleito “se acovardou” quando a família Bolsonaro precisou dele.
A ironia é que Cleitinho conquistou o governo com votação expressiva, mas, para parte dos bolsonaristas inconformados, parece ter cometido um pecado imperdoável: ganhar a própria eleição sem conseguir garantir a vitória do candidato presidencial.
Nikolas Ferreira

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), celebrado como um dos maiores fenômenos eleitorais e digitais da direita brasileira, enfrenta uma indigesta ressaca política depois da derrota de Flávio Bolsonaro em Minas Gerais.
Reeleito com mais de 3 milhões de votos, Nikolas entrou no segundo turno cercado de expectativas. Sua missão era ajudar a transformar popularidade nas redes sociais em votos para Flávio. O resultado, porém, ficou longe do esperado.
A vantagem de quase 600 mil votos obtida pelo candidato do PL no primeiro turno desapareceu, e Lula acabou vencendo no segundo.
Nos bastidores da direita, cresceram as críticas à estratégia eleitoral de Nikolas. Até Eduardo Cunha entrou na discussão, classificando o protagonismo entregue ao deputado como o “maior erro” do segundo turno.
Malafaia solta a língua

O pastor Silas Malafaia não deixou a derrota de Flávio Bolsonaro para Lula passar em branco.
Com a língua mais afiada do que nunca, o líder religioso resolveu fazer uma espécie de culto de avaliação eleitoral, distribuindo puxões de orelha, críticas e algumas penitências políticas aos companheiros de caminhada.
Segundo Malafaia, a campanha de Flávio cometeu erros e acabou caindo na famosa “casca de banana” que, na avaliação dele, o PT teria colocado no episódio envolvendo ônibus de Salvador.
“Evangélicos covardes”

Se a derrota de Flávio Bolsonaro já deixou a direita de cabeça quente, Silas Malafaia aumentou mesmo a temperatura.
Ele defenestrou lideranças evangélicas que, segundo ele, preferiram assistir à disputa de longe, limitando sua participação a vídeos e fotografias de última hora. “A maioria dos líderes evangélicos, omissos e covardes”, disparou.
O pastor também lembrou que enfrenta dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal e afirmou que não pretende ser contado entre os covardes e omissos.
A julgar pela disposição de Malafaia, a derrota de Flávio ainda vai render muitos sermões. E, dessa vez, os primeiros a ouvir as repreensões não são os adversários petistas, mas os próprios irmãos de caminhada.










