Estigma e preconceito influenciam na saúde das pessoas que vivem com HIV/Aids

Foto: Divulgação

De acordo com recente pesquisa de âmbito nacional, na qual foram entrevistadas cerca 1.784 pessoas que vivem com HIV/Aids, cerca de 64,1% já sofreram algum tipo de discriminação e/ou presenciaram alguma situação preconceituosa em relação ao diagnóstico positivo para o HIV.

O principal resultado faz parte de uma pesquisa inédita no Brasil que mediu o Índice de Estigma em relação às pessoas vivendo com HIV/Aids e contou com a colaboração de diversas organizações e entidades, incluindo o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).

A pesquisa também mostrou um dado preocupante: cerca de 15,3% das pessoas entrevistadas já sofreram com o estigma em instituições de saúde. De acordo com o Enfermeiro Infectologista Eduardo Félix, o estigma relacionado ao HIV/Aids é um dos principais fatores que impedem o controle efetivo da epidemia do HIV, inclusive a detecção de novos casos da infecção:

“As pessoas que vivem com HIV, a maioria das vezes, têm receio de entrar em um serviço de saúde, pois acreditam que podem ser estigmatizadas e tratadas de maneira diferente das outras pessoas. Vemos isso acontecer com a população LGBTQIA+ mais vulnerável, por exemplo, principalmente com as travestis e pessoas trans que ainda correm o risco de serem duplamente estigmatizadas, tanto pela sua identidade de gênero, quanto pelo diagnóstico de HIV”.

Enfermeiro Infectologista Eduardo Félix (Coren-AM 541.641) – Foto: Divulgação

Pensando na dificuldade de receber o acolhimento e cuidado necessários em um serviço de saúde, o Enfermeiro Eduardo Félix inaugura em Manaus, de forma inédita, um Consultório de Enfermagem especializado no atendimento ao público LGBTQIA+.

“O Acolher Consultório de Enfermagem LGBT+ nasceu da minha visão sobre o cuidado especializado às pessoas que vivem com HIV, em especial à comunidade LGBTQIA+, da qual também faço parte. Onde ampliar o cuidado da saúde é também priorizar a pessoa como centro de seu próprio bem-estar físico e emocional. O acompanhamento é a construção de um vínculo empático, respeitoso, além de especializado e ético”.

O Acolher Consultório de Enfermagem LGBT+, além de acompanhamento e cuidado com a saúde LGBTQIA+, oferecerá também testagem rápida para HIV, Sífilis e Hepatites Virais e avaliação clínica para o uso da Profilaxia Pré-Exposição (PreP).

As consultas podem ser agendadas através do WhatsApp (92) 99426-3228 ou através do e-mail [email protected] O Enfermeiro atenderá de forma online e também presencialmente com hora marcada.

O Consultório também está nas Redes Sociais no Instagram @acolherconsultorio.

Outras fontes técnicas:

Índice de Estigma em relação às pessoas que vivem com HIV/AIDS – Brasil: https://unaids.org.br/2019/12/estudo-revela-como-o-estigma-e-a-discriminacao-impactam-pessoas-vivendo-com-hiv-e-aids-no-brasil/

Por Fabíola Abess

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