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Avenida das Torres pode passar por mudanças após estudo sobre trânsito e segurança em Manaus

Avenida das Torres passa por estudo para conter os gargalos do trânsito - Foto: Divulgação/IMMU

A busca por soluções para os problemas de mobilidade urbana em Manaus ganhou uma nova etapa de levantamento técnico na zona Centro-Sul. Nesta quinta-feira (1º/10), a Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), executou uma pesquisa volumétrica de veículos e pedestres na interseção da avenida Governador José Lindoso, conhecida popularmente como avenida das Torres, com as ruas Heisei e Masushiro, localizadas no bairro Parque 10.

O levantamento tem como objetivo orientar intervenções capazes de equilibrar a fluidez veicular com a proteção dos cidadãos durante a travessia.

A ação de campo concentrou a contagem de fluxo nos dois sentidos de circulação da via, abrangendo os trajetos de Cidade Nova ao Coroado e do Coroado à Cidade Nova. A coleta de dados ocorreu nas proximidades de trechos com intensa movimentação comercial e comunitária, situados perto do posto BR e da academia Live.

O foco central dos técnicos do órgão municipal esteve direcionado às condições operacionais de trânsito dos veículos e ao volume de pedestres que utilizam as faixas de travessia existentes no local.

Análise dos fluxos

A aferição dos números busca fundamentar decisões futuras de engenharia viária com base em dados concretos.

“Estamos levantando o volume de veículos e pedestres para entender as condições de circulação nesse trecho, principalmente nas faixas de travessia. Esses dados vão ajudar a equipe de engenharia a avaliar quais medidas podem melhorar o fluxo e dar mais segurança às pessoas que precisam atravessar a avenida”, destacou o supervisor de pesquisa do IMMU, Nogueira de Souza.

Desafios da mobilidade

O trecho analisado na avenida das Torres reflete o impacto do adensamento populacional e do aumento contínuo da frota que trafega entre as zonas Norte, Leste e Centro-Sul da capital.

Sob a ótica do planejamento urbano, o levantamento traz pontos essenciais para análise:

  • Necessidade de compatibilizar a velocidade dos carros com o tempo seguro de travessia para quem anda a pé.
  • Mapeamento do fluxo nos horários de pico próximo aos estabelecimentos comerciais do Parque 10 de Novembro.
  • Adoção de sinalização eficiente que reduza os riscos de acidentes e atropelamentos na área pesquisada.

Medidas de engenharia

Os dados consolidados no estudo vão servir como base para a avaliação técnica realizada pelos engenheiros de tráfego. A partir do diagnóstico detalhado do local, a equipe vai definir se haverá necessidade de ajustes na sinalização horizontal e vertical ou a implantação de novos dispositivos para o ordenamento do trânsito. A iniciativa pretende estruturar intervenções proporcionais ao fluxo real de automóveis e à quantidade de pedestres que circulam diariamente pelo trecho da avenida.

Fonte: Marcelo Lima/IMMU

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