
O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, foi afastado do cargo por determinação do STF durante a Operação Dinastia do Lago, da Polícia Federal.
A investigação apura suspeitas de organização criminosa, fraude em licitações, desvio de recursos, corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Secretários e servidores municipais também foram afastados.
A operação nasceu de uma apreensão de aproximadamente R$ 1,25 milhão em espécie, em maio de 2025.
Emendas PIX no radar do TCU

Enquanto a PF mergulha nas suspeitas envolvendo a Prefeitura de Coari, o TCU encontrou outro capítulo para a história. Auditoria apontou que R$ 9,02 milhões de uma Emenda PIX foram transferidos da conta específica para contas genéricas da Prefeitura, rompendo a trilha bancária necessária para acompanhar o dinheiro.
O tribunal determinou a abertura de Tomada de Contas Especial. Dinheiro público, como se sabe, gosta de transparência, sobretudo quando alguém resolve fazê-lo desaparecer do caminho.
Maria quer “recauchutar” a ZFM

Em entrevista ao grupo G6, a candidata ao governo do Amazonas Maria do Carmo (PL) defendeu a atualização dos incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus e a incorporação de novas atividades econômicas ao modelo. Entre as propostas estão mineração, fertilizantes, petróleo e gás, óleos vegetais e indústria naval.
A candidata também defende a interiorização da Zona Franca, especialmente para regiões de fronteira.
Polos no interior
Maria do Carmo afirmou que pretende levar atividades econômicas da Zona Franca para o interior do Amazonas e retomar a vocação naval do Estado.
Segundo ela, o governo estadual deverá atuar como parceiro na instalação de empresas e na estruturação dos novos polos.
As propostas para a economia ainda serão incorporadas ao plano de governo, que deverá ser entregue até o dia 20 de setembro. A ideia é fazer a riqueza sair da capital e conhecer o caminho do interior.
“Amarelinhos” terão até R$ 3 mi por mês

O prefeito Renato Junior sancionou a Lei nº 700/2026, que autoriza subsídio mensal de até R$ 3 milhões para o transporte complementar de Manaus, os conhecidos “amarelinhos”, e o transporte executivo.
O dinheiro virá do Fundo Municipal de Mobilidade Urbana e deverá ajudar a cobrir gratuidades, passe estudantil, déficit operacional e renovação da frota.
A categoria esperava pelo benefício havia cerca de 25 anos. Agora, o amarelinho ganhou combustível financeiro.
Sem “racha” e sem mudar rota

O subsídio dos “amarelinhos” não virá sem cobrança. O prefeito Renato Junior avisou que cooperativas poderão perder o benefício do mês se houver registro de micro-ônibus disputando “racha” ou alterando o itinerário durante a viagem.
O IMMU também anunciou novos canais de fiscalização e reforçou que o motorista terá de cumprir a rota prevista.
O dinheiro público vai junto, mas o “cada um faz seu caminho” fica fora do itinerário.
Indígena denunciado por garimpo ilegal
A Justiça Federal aceitou denúncia do MPF contra um ex-cacique e um gerente de garimpo por suposta exploração ilegal de ouro e cassiterita na Terra Indígena Tenharim Marmelos, no sul do Amazonas.
Segundo a denúncia, a atividade teria destruído 108,32 hectares de floresta nativa entre 2020 e 2023.
A investigação aponta ainda danos a áreas de preservação, assoreamento de rios, contaminação hídrica e retirada de madeira nobre.
Floresta como mina e rios como depósito
Segundo o MPF, o ex-cacique teria oferecido suporte logístico à exploração ilegal e recebido o equivalente a 10% do minério produzido.
A investigação também aponta uso de abrigo e contas bancárias de familiares para recebimento de valores.
O MPF pediu a condenação dos acusados, além de indenização mínima de R$ 500 mil por danos morais coletivos para cada réu e ressarcimento pelos danos ambientais e patrimoniais.










