
A infraestrutura de transporte na região Norte enfrenta gargalos históricos que exigem respostas eficientes e urgentes. Esta semana, a confirmação de três corporações de peso do setor de logística e infraestrutura nacional representou um passo importante para a organização da quarta edição da “TranspoAmazônia 2027”. O evento, agendado para o mês de maio de 2027 no Centro de Convenções Vasco Vasques, em Manaus, terá como patrocinadores o Sistema Transporte, a Atem Distribuidora e o Estaleiro Juruá.
A adesão dessas marcas fortalece o debate sobre a integração regional, demonstrando que a superação das barreiras geográficas depende do diálogo entre investidores, operadores e poder público.
União pelo setor
A presença das três corporações amplia a abrangência da feira. A proposta para a edição de 2027 inclui oficialmente nas discussões a indústria e a construção naval, além das tradicionais pautas sobre transporte de cargas, logística e integração multimodal promovidas pela Federação das Empresas de Logística, Transporte e Agenciamento de Cargas da Amazônia (Fetramaz).
Para o presidente da Fetramaz e idealizador do evento, Irani Bertolini, o objetivo principal ultrapassa a simples reunião de marcas no espaço de exposições.

“O mercado amazônico tem um potencial gigantesco que exige soluções integradas e nossa proposta para 2027 é colocar em discussão uma característica fundamental da logística local: a necessidade urgente de integração e a presença destes gigantes do setor irá consolidar e contribuir decisivamente para o futuro socioeconômico regional”, declarou o presidente da Fetramaz, Irani Bertolini.
Peso institucional nacional
A participação do Sistema Transporte conecta o encontro às principais estruturas de desenvolvimento do setor no país. A entidade reúne a Confederação Nacional do Transporte (CNT), o Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST SENAT) e o Instituto de Transporte e Logística (ITL).
O trabalho conjunto dessas instituições abrange a representação institucional, a produção de conhecimento técnico, a formação profissional de trabalhadores e o fomento de iniciativas estratégicas. A presença do grupo aproxima os debates locais das políticas nacionais de desenvolvimento do transporte.
Abastecimento e fluvial
Outro pilar da feira é a Atem Distribuidora, empresa amazonense atuante no mercado de combustíveis e com operação diretamente afetada pelos desafios do ecossistema regional. Presente em 13 estados, a companhia atua no transporte terrestre e fluvial.
Conforme dados divulgados pela empresa, sua infraestrutura conta com 15 bases de distribuição, seis terminais portuários e mais de 490 postos bandeirados. Essa estrutura garante o abastecimento de combustíveis em um território marcado por longas distâncias e pela variação sazonal dos níveis dos rios. A participação da distribuidora coloca em debate uma marca que utiliza a malha logística e, ao mesmo tempo, atua para manter essa engrenagem em funcionamento.
Força naval regional
A confirmação do Estaleiro Juruá dialoga diretamente com a ampliação da pauta voltada à construção naval na “TranspoAmazônia 2027”. Instalado às margens do Rio Negro, no município de Iranduba, no Amazonas, o estaleiro ocupa uma área de 144 mil metros quadrados e registra capacidade produtiva de cerca de 30 mil toneladas de aço processado por ano.
Em atividade desde 1980, a empresa acompanha a evolução do transporte pelos rios e atua na construção de equipamentos estratégicos.
- Balsas de carga
- Empurradores fluviais
- Estações de transbordo
- Terminais portuários
- Instalações portuárias públicas
Desafios e soluções
A articulação multissetorial será o eixo central dos trabalhos na feira. A realidade logística da Amazônia exige que o planejamento ultrapasse discursos genéricos e resulte em medidas concretas para o escoamento da produção e o transporte de passageiros.
“O Norte do Brasil é gigante em potencial e oportunidades, e nosso ambiente se tornou o espaço onde políticas públicas eficazes podem ser criadas a partir de quem vive e mantém o setor de pé. Em 2027 vamos ampliar o diálogo, trazer mais investidores e mostrar que podemos crescer de forma competitiva, sustentável e com a força dos nossos rios para o desenvolvimento econômico nacional”, destacou o presidente da Fetramaz, Irani Bertolini.
A consolidação de eventos desse porte demonstra a maturidade do setor produtivo regional. Contudo, o impacto real dessas iniciativas depende de como as propostas debatidas serão transformadas em melhorias estruturais para as rodovias, hidrovias e portos da Amazônia.
Press Comunicação Estratégica










