
A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), adotou o sistema de mão inglesa na rua José Clemente, no trecho situado entre a avenida Eduardo Ribeiro e a rua Joaquim Sarmento. A intervenção viária busca reordenar o fluxo de veículos no Centro histórico, impactado diretamente pelas obras da primeira “Rua Gastronômica” da capital amazonense. Contudo, a mudança traz à tona um debate antigo sobre o planejamento do trânsito na área central e o impacto dos bloqueios prolongados no comércio local.
Mão inglesa e sinalização
A nova configuração estabelece regras específicas de circulação para os motoristas que trafegam na área:
- O trecho da rua José Clemente entre a avenida Epaminondas e a rua Joaquim Sarmento passou a funcionar em sentido único.
- O trecho entre a rua Joaquim Sarmento e a avenida Eduardo Ribeiro opera em sentido duplo.
- Condutores vindos da avenida Eduardo Ribeiro com destino à rua Joaquim Sarmento devem fazer a conversão utilizando a pista da esquerda no formato de mão inglesa.
- A rua Lobo D’Almada segue interditada no trecho compreendido entre as ruas José Clemente e 10 de Julho.
- Motoristas que chegam à José Clemente pela Lobo D’Almada são obrigados a virar à direita em direção à avenida Eduardo Ribeiro.
De acordo com o diretor de sinalização viária do IMMU, Lucas Pimentel, o objetivo do projeto é mitigar os gargalos no cruzamento.
“A implantação da mão inglesa é uma solução viária pensada para organizar os movimentos e reduzir os conflitos no cruzamento. Toda a sinalização foi planejada e implantada para deixar claro ao condutor qual caminho deve seguir, garantindo mais segurança e fluidez, principalmente durante o período de execução das obras na região”, afirmou Lucas Pimentel.
Impacto da Rua Gastronômica
As mudanças viárias são reflexo direto dos trabalhos concentrados na rua Ferreira Pena, no trecho entre as ruas 10 de Julho e Ramos Ferreira. O projeto da gestão municipal pretende transformar a via em um polo de convivência, lazer, gastronomia e turismo.
Apesar da proposta de revitalização urbanística e incentivo à economia criativa, o fechamento continuado de vias na área central exige atenção do poder público. Comerciantes e motoristas enfrentam retenções nos horários de pico, o que reforça a urgência de uma fiscalização presencial ostensiva dos agentes de trânsito para orientar o tráfego enquanto a população se adapta à nova sinalização.
Desafios permanentes do trânsito
A criação de um espaço vocacionado para o turismo e a gastronomia representa um ganho para o Centro histórico de Manaus, mas a convivência com as obras exige eficiência na gestão do tráfego. Mudar sentidos de circulação e improvisar soluções como a mão inglesa amenizam a retenção momentânea, mas o verdadeiro teste para o IMMU será manter a fluidez e a segurança dos pedestres de forma contínua até a conclusão das intervenções estruturais.
Fonte: ASCOM










