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Alterações no desenvolvimento genital masculino exigem atenção desde os primeiros anos de vida

Urologista Pediátrico, Petrus Oliva – Foto: Divulgalção

Algumas alterações no desenvolvimento genital masculino podem ser identificadas ainda na infância e apresentam melhores resultados quando diagnosticadas precocemente. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e do National Center for Biotechnology Information (NCBI) apontam que o micropênis atinge aproximadamente 1,5 caso para cada 10 mil meninos nascidos vivos, confirmando ser uma condição incomum, mas que exige atenção médica.

O urologista pediátrico Petrus Oliva Souza explica que a condição é caracterizada quando o comprimento do pênis está abaixo do desvio padrão esperado para a idade da criança. O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica com o uso de tabelas de referência específicas para cada etapa do desenvolvimento infantil.

“Existe uma tabela com o tamanho esperado para o pênis em todas as idades. Sempre que houver dúvida, a criança pode ser avaliada por um urologista pediátrico para verificar se o desenvolvimento está dentro da normalidade”, afirma o urologista pediátrico Petrus Oliva Souza.

Segundo o especialista, além de alterações hormonais e fatores genéticos, pesquisas apontam uma relação crescente entre a condição e fatores ambientais.

“A exposição a determinadas substâncias presentes em alimentos, bebidas e até medicamentos tem sido associada ao aumento dos casos nas últimas décadas. Em alguns pacientes, fatores genéticos também podem contribuir para o desenvolvimento da condição”, explica o urologista pediátrico.

Sinais de alerta

Entre os motivos mais frequentes que levam a família ao consultório médico está a percepção de que a criança cresce normalmente, mas o desenvolvimento genital não acompanha esse ritmo.

“É comum que os pais percebam uma diferença em relação a irmãos ou primos da mesma faixa etária. Essa impressão costuma ser o principal motivo para buscar uma avaliação especializada”, ressalta o médico.

O profissional enfatiza que essa preocupação manifestada pelos responsáveis deve ser valorizada pela equipe médica.

“Na grande maioria dos casos, os pais procuram atendimento porque realmente sentem que existe algo diferente. Essa preocupação é totalmente válida. O desejo é evitar que o filho enfrente dificuldades, constrangimentos ou sofrimento emocional na vida adulta, e isso pode ser prevenido com diagnóstico e tratamento adequados”, destaca o médico especialista.

Melhores resultados

Após a confirmação do diagnóstico, a abordagem terapêutica é individualizada e pode envolver estímulo hormonal mediante rigorosa avaliação clínica e laboratorial.

  • Foco na idade ideal com os melhores resultados obtidos antes da puberdade, especialmente na faixa entre 7 e 10 anos.
  • Resposta reduzida ao tratamento caso as intervenções comecem após o início da puberdade.
  • Indicação restrita às crianças cujo tamanho do pênis permaneça abaixo dos parâmetros esperados para a idade.
  • Estímulo de crescimento estimado entre 20% e 50% nos casos com indicação favorável.
  • Aplicação de dosagens calculadas individualmente em terapias de curta duração com efeitos colaterais mínimos.
  • Acompanhamento contínuo por exames clínicos e laboratoriais em todas as etapas do processo.

“Quanto mais cedo identificamos a alteração, maiores são as possibilidades de sucesso. Depois que a puberdade já começou, a resposta ao tratamento tende a ser menor”, alerta o especialista.

“As doses são calculadas individualmente para cada paciente e o tratamento tem curta duração. Por isso, os efeitos colaterais costumam ser mínimos e sem gravidade. Todo o acompanhamento é realizado com avaliações clínicas e laboratoriais antes, durante e após o tratamento”, garante o urologista pediátrico Petrus Oliva Souza.

Impacto emocional

Embora quadros mais graves possam trazer dificuldades para o intercurso sexual e comprometer a fertilidade na maturidade, o especialista reforça que os maiores danos costumam ocorrer na esfera psicológica.

“Os casos extremos podem dificultar o intercurso sexual e prejudicar a fertilidade. No entanto, o maior impacto geralmente está relacionado às questões psicológicas e emocionais. Quando tratado precocemente, o aumento do tamanho do pênis costuma ser suficiente para evitar essas consequências na maioria dos pacientes”, explica Petrus.

O médico acrescenta ainda que a condição pode estar associada a alterações hormonais, puberdade tardia ou doenças genéticas, fator que torna indispensável uma investigação completa.

Mitos e erros

Orientações equivocadas e medições inadequadas continuam entre os maiores entraves para a busca de suporte médico no momento correto.

“Muitas famílias recebem a orientação de que vai crescer na puberdade e acabam adiando a avaliação. Outro problema é que a medição inadequada pode gerar interpretações equivocadas. Por isso, sempre recomendamos que a avaliação seja feita por um urologista pediátrico”, alerta o médico.

O urologista pediátrico Petrus Oliva Souza conclui que a informação de qualidade e o acompanhamento especializado são fundamentais para oferecer segurança às famílias e garantir que o tratamento seja iniciado no momento mais adequado, aumentando as chances de um desenvolvimento saudável e reduzindo impactos físicos e emocionais ao longo da vida.

LD Comunicação

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