
A fila de espera por procedimentos médicos no Amazonas voltou ao centro das discussões políticas após a veiculação de um vídeo nas redes sociais neste domingo, 26 de julho. Na gravação, a candidata a vice-governadora Dra. Shádia apresentou os detalhes do plano formulado pela chapa encabeçada por David Almeida (Avante) para enfrentar o acúmulo de demandas no Sistema de Regulação (SISREG).
Com a experiência de 17 anos atuando como médica no Sistema Único de Saúde (SUS) e o histórico de ter comandado a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), ela propõe a criação do programa “Corujão da Saúde”, que prevê a contratação de hospitais da rede privada para operar 24 horas por dia em consultas, exames e cirurgias.
Planejamento e gestão
Segundo Dra. Shádia, a medida busca atender com celeridade os pacientes que aguardam por atendimento há meses ou anos. Ao explicar o funcionamento da proposta, a candidata ponderou a dinâmica natural do setor público de saúde e rebateu visões simplistas sobre o tema.
“E é bom explicar. Ninguém está dizendo que nunca mais haverá um cidadão precisando desses atendimentos. A saúde é dinâmica e novas demandas surgem todos os dias. O que é possível, sim, é zerar filas acumuladas e específicas por especialidade, procedimento ou região. Isso se faz com o planejamento, ampliação da oferta, mutirões, contratações de serviços e uma gestão eficiente”, afirmou Dra. Shádia.
Histórico de ações
Para demonstrar a viabilidade do projeto, a chapa apoia-se em resultados de gestões anteriores dos seus integrantes. Dra. Shádia ressaltou as medidas adotadas por David Almeida durante sua passagem pelo governo estadual em caráter interino e na prefeitura de Manaus, período em que a médica esteve à frente da reestruturação da atenção básica na capital.
“David já zerou filas de vários exames, consultas e cirurgias quando foi governador interino, e como prefeito, zerou as filas de mamografia e preventivo nas carretas da mulher”, destacou a doutora.
Desafios e impactos
Analisando a viabilidade técnica, o modelo de parceria com o setor privado para funcionamento em horário estendido exige planejamento orçamentário rígido e fiscalização contínua dos contratos públicos para evitar sobrecarga financeira ao estado. Por outro lado, a iniciativa foca diretamente na redução do tempo de resposta para pacientes em situação de vulnerabilidade.
A urgência do atendimento na rede pública permanece como um dos temas mais cobrados pela população. Ao tratar da necessidade de agilidade nas soluções regulatórias, a médica encerrou a declaração reforçando a cobrança por resultados práticos.
“Quem está na fila esperando há meses ou anos não quer disputa de narrativas. Quer atendimento. E nós temos determinação, energia e coragem para acabar com o sofrimento de quem enfrenta a fila da morte do SISREG”, concluiu Dra. Shádia.
- Confira o vídeo divulgado.
Fonte: ASCOM | Emanuelle Baires e Israel Conte










