
A política habitacional no Amazonas ganhou projeção nos últimos anos ao concentrar ações voltadas à redução do déficit habitacional e à geração de quase 80 mil postos de trabalho. O resultado é fruto direto dos programas de acesso à moradia e das iniciativas voltadas à realização do sonho da casa própria. Esse movimento começou a ganhar forma durante a gestão do ex-governador Wilson Lima, presidente estadual da Federação União Progressista (UP), quando diferentes programas passaram a ser reunidos dentro de uma mesma lógica de atuação.
A execução técnica ficou concentrada na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e na Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), sob condução, até final de março, do engenheiro civil Marcellus Campêlo.
Segundo vice-presidente estadual do União Brasil, Campêlo se desincompatibilizou do cargo para colocar o nome à disposição do partido como pré-candidato a deputado estadual (14 de abril de 2026).
Continuidade e gestão técnica
A concepção e a implementação dessa política pública reorganizou a forma de tratar a moradia no estado e segue em continuidade sob a condução do governador interino Roberto Cidade (União). O compromisso atual é dar sequência aos projetos para garantir que as obras avancem sem interrupções.
“Nosso compromisso é dar sequência a essa política de moradia, garantindo que as obras avancem e que mais famílias tenham acesso à casa própria. É um trabalho que não pode parar”, observa Roberto Cidade.

Infraestrutura e saneamento integrado
A proposta foi ampliar o alcance da política habitacional, conectando a entrega de moradias a obras de saneamento, mobilidade e regularização fundiária. O modelo adotado defende que a habitação digna é o ponto de partida para reorganizar o estado, levando infraestrutura e segurança jurídica às famílias.
- Foco urbano: A moradia passou a ser tratada como parte integrante da cidade, com acesso a serviços e infraestrutura.
- Programa “Amazonas Meu Lar”: Lançado em 2023, o programa passou a concentrar as ações habitacionais do estado.
- Integração ambiental: Projetos como o “Prosamin+” (Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior) e o “Prosai” (Saneamento Integrado) foram incorporados à estratégia habitacional.
“Habitação é um ponto de partida para reorganizar o Estado. Quando oferecemos moradia digna, levamos junto infraestrutura, segurança jurídica e qualidade de vida”, afirma Wilson Lima, ao defender o modelo adotado em seu governo.
Resultados e impacto social
Os números ajudam a dimensionar o impacto social das ações até março de 2026. Mais de 31 mil famílias foram atendidas em todo o estado através de diferentes frentes de atuação.
- Títulos definitivos: Quase 22 mil famílias receberam a regularização de seus imóveis.
- Soluções de moradia: Outras 9,2 mil foram beneficiadas com unidades habitacionais, indenizações ou subsídios.
- Retirada de áreas de risco: No “Prosamin+”, famílias deixaram margens de igarapés para viver em locais seguros. Em Manaus, 1.735 famílias já foram retiradas dessas áreas de risco.
Geração de empregos e economia local
Outro efeito direto aparece na economia. Com frentes de trabalho distribuídas em diferentes regiões, os projetos movimentam o setor da construção civil e uma cadeia de serviços associada às intervenções urbanas. Somados, os principais programas voltados à habitação já respondem pela geração de quase 80 mil postos de trabalho, ampliando a circulação de renda no Amazonas.
Para o ex-governador Wilson Lima, o alcance da política vai além dos números.
“Não é só sobre entregar casas. É sobre mudar a realidade de quem vivia em áreas precárias e hoje tem moradia, endereço e acesso a serviços básicos. Isso já aparece na vida das famílias e na própria cidade”, enfatiza Wilson Lima.
ASCOM: Náis Campos










