
A capital amazonense vive um momento de transformações intensas em sua malha viária para tentar conter o estrangulamento do tráfego. Neste domingo (29/3), o prefeito David Almeida percorreu canteiros de obras estratégicos nas zonas Norte e Leste para acompanhar o avanço de intervenções que buscam solucionar gargalos históricos. O foco da gestão municipal está na combinação de novas estruturas físicas com a busca por eficiência financeira no sistema de transporte coletivo.
Complexo Passarão
Uma das etapas mais aguardadas teve início com a perfuração da primeira das mais de 200 estacas que darão sustentação ao complexo viário “Passarão”. Este projeto representa o quarto viaduto planejado pela atual administração para reorganizar o fluxo em uma das áreas de maior densidade de veículos da cidade.
Segundo a prefeitura, a estrutura foi projetada para suportar o alto volume de tráfego de uma metrópole que já ultrapassou a marca de um milhão de veículos em circulação.
“Não é apenas mais um viaduto, é uma solução de trânsito”, afirmou o prefeito David Almeida ao destacar que a redução do tempo de deslocamento impacta diretamente na qualidade de vida do trabalhador manauara.
O vice-prefeito e titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Renato Júnior, reforçou que a fundação profunda garante a estabilidade necessária para uma obra desse porte.
Nova interligação
Outro ponto de inspeção foi a nova interligação entre a avenida Timbiras e a avenida Governador José Lindoso, conhecida como avenida das Torres. A obra cria um eixo direto entre o bairro Cidade Nova e uma das principais vias estruturantes de Manaus. Atualmente, o traçado ineficiente obriga motoristas e ônibus a realizarem desvios longos, o que satura os corredores secundários e aumenta o custo da operação pública.
A intervenção possui detalhes técnicos que visam corrigir erros de planejamento urbano:
- Eliminação de retornos distantes e desvios desnecessários.
- Criação de uma rota direta para o transporte coletivo.
- Redução drástica no tempo de percurso entre as zonas Norte e Leste.
- Melhoria na fluidez para condutores particulares que utilizam a avenida das Torres.
Economia milionária
Para além do asfalto, a obra de interligação entre a Timbiras e a avenida das Torres tem um forte componente econômico. Atualmente o município desembolsa mais de R$ 10 por quilômetro rodado no sistema de transporte público. O trajeto atual, por ser mais longo do que o necessário, gera um custo mensal estimado em R$ 2,3 milhões.
Com a inauguração da nova via, a prefeitura projeta uma economia que pode chegar a quase R$ 30 milhões por ano.
“Essa obra vai reduzir custos do transporte coletivo e permitir que a prefeitura invista mais em infraestrutura”, explicou David Almeida.
O nome escolhido para a nova via será travessa “Billy Graham”, em homenagem ao líder religioso.
Mobilidade urbana
As duas frentes de trabalho fazem parte de um pacote estruturante que tenta modernizar a capital amazonense. O crescimento acelerado da frota nos últimos anos exige que o poder público atue não apenas na pavimentação, mas na criação de alternativas inteligentes que otimizem os recursos públicos.
Para a população das zonas Norte e Leste, o sucesso dessas intervenções significa menos tempo parado em congestionamentos e um sistema de transporte mais ágil. A expectativa é que, com a conclusão dessas etapas, Manaus consiga dar um passo importante para sair da saturação viária e oferecer uma logística mais eficiente para seus moradores.
ASCOM: Emanuelle Baires/Semcom










