
Se há pouco tempo a comunicação era pautada por encontros presenciais e ligações pontuais, hoje ela acontece de forma contínua em áudios, reuniões virtuais e mensagens instantâneas. Na prática nunca se falou tanto, mas em meio à pressa e à hiperconexão surge um questionamento sobre se estamos usando bem a nossa voz.
Neste Dia mundial da voz, 16 de abril, a fonoaudióloga Nara Ligia Mião Luchi Pereira, da Hapvida, aponta que a era digital trouxe agilidade, mas também distorções no uso da comunicação.
“Cada vez mais surgem ferramentas que prometem acelerar a troca de mensagens, mas muitas vezes vemos uma falsa sensação de agilidade com uso excessivo ou inadequado de recursos como áudios, especialmente no ambiente profissional”, explica a especialista.
Segundo ela, o problema não está na tecnologia, mas na forma como é utilizada.
“O áudio deve ser usado com critério, sendo curto, objetivo e dentro de um contexto já estabelecido”, orienta Nara.
Era digital
Com a rotina cada vez mais conectada, a demanda vocal aumentou principalmente para profissionais que utilizam a fala como ferramenta de trabalho, como atendentes e professores. Ainda assim o uso excessivo nem sempre é percebido de imediato.
“A voz entra em fadiga como qualquer outra função do corpo, principalmente quando usada sem pausas”, afirma a fonoaudióloga.
O ambiente digital também oferece alternativas para reduzir esse desgaste natural. O uso de textos, e-mails e plataformas digitais permite variar a forma de se expressar e evitar o cansaço excessivo das cordas vocais.
Sobrecarga vocal
Mais do que o volume da fala, os hábitos incorretos são os que mais impactam a saúde. Muitos desses vícios passam despercebidos na correria do dia a dia.
A especialista destaca alguns comportamentos que prejudicam o rendimento como os citados abaixo:
- Falar sem respirar adequadamente durante as frases.
- Não realizar pausas necessárias entre os assuntos.
- Usar a voz de forma tensa ou sem qualquer entonação.
- Tentar falar por muito tempo com a boca seca.
- Manter alimentação inadequada e consumo excessivo de álcool ou tabaco.
“Falar sem pausas é como tentar seguir uma frase sem vírgulas ou pontos”, explica Nara.
Ela reforça que a respiração precisa acompanhar a fala para manter a qualidade sonora e evitar lesões.
Sinais de alerta
Embora resistente, a voz dá sinais claros quando está sendo mal utilizada. A rouquidão e a sensação de ardor na garganta sem sinais de gripe são alertas importantes, especialmente quando surgem ao fim do dia.
Existem sintomas que não podem ser ignorados e exigem atenção médica:
- Rouquidão que persiste por mais de 15 dias.
- Dor constante ao engolir alimentos ou saliva.
- Presença frequente de pigarro e falhas na voz.
- Sensação de cansaço extremo após falar por pouco tempo.
Como prevenir
Preservar a voz exige atenção a hábitos simples que podem ser aplicados na rotina. A fonoaudióloga recomenda alternar as formas de comunicação entre texto e áudio e manter a ingestão regular de água para garantir a hidratação das pregas vocais.
Além disso, adotar uma alimentação equilibrada e usar a entonação correta facilita a mensagem e diminui o esforço físico.
“Pequenas mudanças de comportamento já fazem grande diferença na preservação da saúde vocal”, finaliza a profissional.
Estrutura Hapvida

Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia possui mais de 77 mil colaboradores e atende quase 16 milhões de beneficiários de saúde e odontologia em todas as regiões do Brasil.
O aparato de atendimento foi construído com foco no cuidado integral. A estrutura conta com os seguintes números:
- 85 hospitais e 74 prontos atendimentos.
- 364 clínicas médicas.
- 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial.
- Unidades específicas para cuidado preventivo e crônico.
A combinação de qualidade médica e inovação resulta em uma empresa com recursos tecnológicos avançados para seus clientes, garantindo assistência de ponta a ponta.
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