
O Instituto Puxirum deu início a uma transformação histórica na comunidade Julião, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé. Com a realização da primeira oficina do projeto “Puxirum d’Água”, a iniciativa começa a enfrentar um problema crônico na região que é a falta de acesso a água potável devido às constantes quedas de energia elétrica.
O projeto une tecnologia sustentável e educação em saúde para mudar a realidade de quem vive isolado nos rios da Amazônia.
Energia limpa contra o desabastecimento
A grande inovação da proposta é a instalação de sistemas de abastecimento movidos a energia solar. Atualmente, quando a luz acaba, as bombas param e as famílias ficam sem água. Com as placas fotovoltaicas, o fornecimento se torna independente e contínuo.
- O projeto beneficia diretamente 268 famílias.
- Cerca de 1 mil pessoas nas comunidades Julião e Agrovila serão atendidas.
- A iniciativa elimina a dependência exclusiva da rede elétrica convencional para o bombeamento.
“A instalação das placas solares que o Instituto Puxirum propõe será extraordinário para a nossa comunidade”, afirmou Almir Rabelo, presidente da comunidade Julião.
Ele relatou que, no dia da atividade, os moradores já amargavam três dias sem energia e sem água.
“Com as placas, isso vai mudar. É uma grande transformação”, reforçou Almir Rabelo.
Saúde e prevenção
A primeira fase focou na relação entre saneamento e qualidade de vida. Especialistas discutiram com os moradores os riscos da contaminação hídrica e a importância do tratamento correto.
- Discussão sobre doenças de veiculação hídrica e prevenção.
- Orientações sobre o uso de hipoclorito e armazenamento seguro.
- Troca de saberes sobre a realidade local de captação de água.
“A oficina foi uma roda de conversa onde os comunitários abordaram suas realidades”, ressaltou Paula Lopes, médica de família e comunidade e presidente do Instituto Puxirum.
Ela explicou que os próximos encontros vão aprofundar as formas seguras de cuidar da água que chega às residências.
Autonomia e gestão
O cronograma do projeto se estende pelos próximos meses com foco na capacitação técnica. Além de receber a infraestrutura, os moradores aprenderão a manter os equipamentos, garantindo que a solução seja duradoura.
- Oficinas sobre resíduos e mudanças de hábitos entre abril e maio.
- Formação técnica em manutenção de sistemas solares.
- Treinamentos sobre gestão comunitária e direitos do consumidor.
“Eles serão protagonistas no zelo da manutenção das placas solares que serão implementadas”, ressaltou Paulo Diógenes, engenheiro civil, sanitarista e diretor de projetos do Instituto Puxirum.
A iniciativa conta com o apoio estratégico da EDP, por meio do “Programa Fundo A2E”, e do Fundo Casa Socioambiental.
ASCOM: Luiggi Bacelar










