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Tecnologia para extração de ouro sem mercúrio avança com visita técnica ao Rio Madeira

Rui Chamara Barbosa, industrial de Goiânia; Ivan Pedrosa, procurador da COOPERMINA; Jefferson Oliveira, consultor de estratégia de expansão da COOPERMINA; Ademir Bráz Ferreira, geólogo – Foto: Divulgação

Por Moisaniel Filho

Especialistas realizarão estudos de campo para avaliar a implantação de tecnologia com potencial para eliminar definitivamente o uso de mercúrio na mineração artesanal, dentro do processo de regularização conduzido pela COOPERMINA.

A Cooperativa dos Extrativistas Minerais Artesanais Familiar de Novo Aripuanã (COOPERMINA) confirmou a realização de uma importante etapa no processo de implantação de tecnologia para a extração de ouro sem a utilização de mercúrio na região do Rio Madeira, no sul do Amazonas.

Estudos de campo

Na última quinta-feira (25/6), em Brasília, representantes da COOPERMINA reuniram-se com o industrial Rui Chamara Barbosa, diretor de empresa sediada em Goiânia (GO), e com o geólogo Ademir Braz Ferreira, responsável pelos estudos técnicos que subsidiarão a possível implantação do novo sistema de beneficiamento mineral.

Também participaram da reunião o procurador constituído da COOPERMINA, Ivan de Souza Pedrosa, e o consultor de Estratégia de Expansão da cooperativa, Jefferson Oliveira.

Visita técnica

Durante o encontro, foi confirmada a vinda de Rui Chamara Barbosa ao Amazonas, prevista para a próxima terça-feira (30). Acompanhado da equipe técnica da COOPERMINA e do geólogo Ademir Braz Ferreira, ele visitará áreas de atuação dos cooperados no Rio Madeira para realizar inspeções em campo, conhecer as características da atividade mineral e avaliar os locais destinados à instalação das estruturas operacionais.

O objetivo da visita é verificar a viabilidade técnica da utilização da mesa vibratória e de outros equipamentos desenvolvidos pela empresa, capazes de realizar a separação do ouro por meio de processos exclusivamente físicos, eliminando a necessidade do uso de mercúrio e de outros produtos químicos potencialmente nocivos ao meio ambiente.

Genildo Barbosa, presidente da COOPERMINA; Ivan Pedrosa, procurador legalmente constituído; Ademir Braz Ferreira, geólogo; Luan César Vieira, advogado da equipe jurídica da COOPERMINA – Foto: Divulgação

Viabilidade e regulação

Os estudos compreenderão a análise das condições geológicas, operacionais e logísticas da região, permitindo que os especialistas emitam um parecer técnico sobre a viabilidade da implantação da tecnologia nas áreas onde a COOPERMINA pretende desenvolver suas atividades de mineração artesanal.

Caso os resultados sejam considerados favoráveis, a proposta será apresentada aos órgãos competentes como parte do processo de regularização da atividade mineral. A intenção é que sejam autorizadas operações-piloto monitoradas e controladas, permitindo que o desempenho do equipamento seja acompanhado pelos órgãos de fiscalização antes de eventual autorização definitiva para sua utilização.

Modelo sustentável

Todo esse trabalho vem sendo desenvolvido em diálogo permanente com o Ministério Público Federal, por meio do procurador da República André Luiz Porreca Cunha, além do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), da Marinha do Brasil e de outros órgãos públicos envolvidos no processo de regularização ambiental e operacional da atividade.

Segundo o procurador constituído da COOPERMINA, Ivan de Souza Pedrosa, todas as iniciativas têm como finalidade assegurar que a mineração artesanal possa evoluir para um model ambientalmente responsável, socialmente sustentável e plenamente compatível com a legislação brasileira, conciliando a geração de renda das famílias que dependem da atividade com a preservação dos recursos naturais da Amazônia.

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