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Renato Junior chega aos 100 dias de gestão com ações em Manaus e ajuda humanitária à Venezuela

Foto: Carlos Oliveira/Semcom

O balanço dos primeiros 100 dias de uma administração municipal costuma servir de vitrine para obras locais e prestação de contas do orçamento interno. Em Manaus, no entanto, o início da atual gestão tomou um rumo que ultrapassa as linhas do mapa municipal.

A decisão de coordenar uma grande ação de socorro para o país vizinho sinaliza uma postura de liderança regional, mas também gera debates sobre o gerenciamento das prioridades em uma cidade que lida diariamente com problemas estruturais em suas periferias.

A prefeitura organiza o envio de uma nova carga de mantimentos para a Venezuela, totalizando 230 toneladas de alimentos, colchões e roupas.

Essa movimentação, somada às 200 toneladas entregues na semana anterior, coloca o funcionalismo municipal em um ritmo de trabalho intenso, dividindo opiniões entre o dever da solidariedade internacional e o atendimento das demandas urgentes das comunidades locais.

Ajuda na fronteira

O envio dos donativos exige uma articulação complexa que envolve esferas federais e forças de segurança. Para viabilizar a entrega em território venezuelano, o município realizou conversas diretas com o governo de La Guaira, além de montar uma atuação conjunta com o Governo Federal, o Exército brasileiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Receita Federal.

“Homens e mulheres estão trabalhando de manhã, de tarde e de noite descarregando e carregando equipamentos. Fizemos uma força-tarefa, uma estratégia de guerra, para ajudar os nossos irmãos da Venezuela. Ao mesmo tempo em que estamos levando assistência para quem precisa fora do país, seguimos trabalhando nos bairros de Manaus, distribuindo o ‘Jaraqui da Gente’ e ampliando nossas ações sociais. Ser prefeito é cuidar de todas as áreas, ouvir as pessoas e transformar essas demandas em políticas públicas”, afirmou o prefeito Renato Junior ao avaliar o andamento dos trabalhos de embarque da carga.

Fome nas comunidades

A estratégia da gestão busca equilibrar o peso das ações externas reforçando a presença do poder público nos locais mais afastados do centro urbano. A principal resposta contra a falta de alimentos na periferia tem sido a distribuição de pescado para a população de baixa renda.

  • Pescado: o programa “Jaraqui da Gente” distribuiu cerca de 60 toneladas de peixes, alcançando mais de 5 mil moradores de diferentes zonas da capital.
  • Locais: as entregas ocorreram de forma direta nos bairros Cidade de Deus, Jorge Teixeira, Alvorada, Santa Etelvina e no conjunto Cidadão 10, localizado no Tarumã.
  • Comércio: a compra do peixe é feita diretamente dos trabalhadores da pesca local, o que garante faturamento para a categoria e evita a perda de mercadorias.

Ações de campo

A consolidação do balanço de cem dias, que se completa formalmente na quarta-feira, dia 8 de julho, também engloba mutirões de serviços integrados e atenção à saúde da mulher nas comunidades. A meta declarada é descentralizar o atendimento.

  • Serviços: o projeto “Manaus que a Gente Cuiga” reuniu o trabalho de várias secretarias dentro de escolas municipais nos bairros Cidade de Deus e Jorge Teixeira, tendo o Santa Etelvina como próximo ponto programado.
  • Maternidade: o município distribuiu mil enxovais completos para gestantes cadastradas nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) das zonas Norte, Sul e Leste, por meio da ação “Mãe Manauara”.

A presença constante nas ruas é apontada pelo chefe do executivo como a única forma de guiar o planejamento da prefeitura.

“Não existe como ocupar um cargo público sem andar pelos bairros, olhar nos olhos das pessoas e conhecer suas dificuldades. O nosso trabalho é levar a prefeitura para dentro dos bairros, para que as pessoas não precisem ir até a prefeitura. É ouvir, trabalhar e entregar resultados todos os dias”, concluiu Renato Junior.

Do ponto de vista analítico, o papel de Manaus como polo acolhedor na Amazônia é um fato amparado pela geografia e pela história migratória.

O ponto central para a governabilidade está em demonstrar que o envio de centenas de toneladas de suprimentos para além da fronteira não reduz o fôlego financeiro nem a agilidade dos serviços básicos exigidos pelo cidadão manauara na ponta do sistema.

Fonte: ASCOM | Alessandra Taveira

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