Segurança Ponta Negra entra em estado de atenção após invasão de barcos na...

Ponta Negra entra em estado de atenção após invasão de barcos na área de banhistas

Praia da Ponta Negra - Foto: Divulgação| Implurb

A Praia da Ponta Negra, principal cartão-postal de Manaus, vive um momento de tensão entre o lazer popular e o desrespeito às normas de segurança. O recente alerta emitido pela Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), joga luz sobre um problema recorrente que coloca vidas em perigo: a aproximação irregular de embarcações na área de banhistas.

O registro de barcos de pequeno porte atracando na faixa de areia nesta semana acionou o sinal vermelho para as autoridades, que agora tentam evitar que o espaço de lazer se transforme em cenário de tragédias.

Manter o ordenamento de um complexo turístico tão frequentado exige mais do que apenas placas de sinalização. É necessário um esforço conjunto entre o poder público e a conscientização dos usuários para garantir que o banho de rio não seja interrompido por acidentes graves com motores e hélices.

Regras de navegação e banho

As normas estabelecidas pela Autoridade Marítima são claras, mas frequentemente ignoradas por condutores imprudentes. O distanciamento é a principal ferramenta de prevenção contra atropelamentos no espelho d’água, especialmente em dias de grande movimento.

  • Distância mínima: lanchas, jet skis e barcos devem manter um afastamento de pelo menos 200 metros da área de banho.
  • Proibição total: não é permitido realizar a atracação de qualquer tipo de embarcação na areia, principalmente nas zonas delimitadas para os frequentadores.
  • Fiscalização: a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental atua em conjunto com a comissão gestora do parque para identificar e punir invasores.

“Nosso principal objetivo é garantir a segurança dos frequentadores da praia. A aproximação irregular de embarcações representa risco aos banhistas e não é permitida. Mantemos fiscalização constante”, destacou o coordenador Alberto Maciel.

Perigo do vidro na areia

Além das embarcações, outro inimigo silencioso tem causado preocupação às equipes de limpeza e segurança. O uso de garrafas de vidro, proibido por contrato e por normas de segurança, continua sendo um desafio logístico. Por serem objetos perfurocortantes, o descarte irregular ou a quebra acidental desses recipientes na areia ou na água representam um risco alto de cortes profundos e infecções.

A gestão do complexo chega a recolher entre 150 e 180 garrafas de vidro por semana, um número que impressiona e revela a falta de colaboração de parte do público. A orientação oficial é que os frequentadores utilizem apenas recipientes de plástico para o transporte de bebidas, sob pena de apreensão dos objetos proibidos.

Normas de convivência e higiene

Para manter o bem-estar coletivo, a prefeitura também reforça outras proibições que visam a higiene e a preservação do local. O uso do espaço público exige respeito ao próximo para evitar conflitos desnecessários entre os banhistas.

  • Churrascos e fogueiras: estão estritamente proibidos em toda a extensão do balneário e na faixa de areia.
  • Animais no rio: proprietários de cães são orientados a não entrar na água com seus pets, respeitando o incômodo relatado por outros frequentadores.
  • Horário de banho: o acesso à água é permitido apenas até as 17h, horário em que o monitoramento do Corpo de Bombeiros é encerrado.

Canais de denúncia e monitoramento

A segurança na Ponta Negra conta com o apoio da Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. No entanto, a participação popular é fundamental para denunciar irregularidades em tempo real. A Marinha disponibiliza canais diretos para emergências e denúncias de navegação perigosa.

Os números (92) 99302-5040 (WhatsApp) e o telefone 185 são os canais oficiais da Capitania Fluvial para relatar embarcações que desrespeitem o limite de 200 metros. O cumprimento dessas regras é o único caminho para assegurar que a Ponta Negra continue sendo um ambiente seguro e organizado para todas as famílias manauaras.

ASCOM: Claudia do Valle| Implurb

 

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