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Ondas de calor e noites mal dormidas marcam a menopausa e exigem atenção à saúde da mulher

Foto: Divulgação

Cerca de 37 milhões de brasileiras têm entre 40 e 65 anos, segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) citadas pelo Ministério da Saúde. Entre essas mulheres, estima-se que de 20% a 30% apresentem sintomas moderados ou graves durante a transição para a menopausa, o que provoca possíveis impactos na qualidade de vida. O Dia Mundial da Menopausa, celebrado no dia 18 de outubro, reforça a importância dos cuidados com a saúde e o bem-estar ao longo dessa fase.

Na maior parte dos casos, a menopausa ocorre entre os 45 e 55 anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Trata-se de um período em que os ovários deixam de liberar óvulos e passam a produzir menos hormônios, levando ao fim permanente da menstruação e da fase reprodutiva.

Fase natural da vida

Embora o uso de medicamentos seja uma das possibilidades de cuidado, é importante reforçar que a menopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida da mulher. Em alguns casos, porém, tratamentos medicamentosos podem ser necessários para aliviar os sintomas, conforme explica a farmacêutica Daniela Reis, da rede Santo Remédio.

“O médico que acompanha a mulher pode considerar necessário o uso de medicamentos para controlar os sintomas em alguns casos. Entre as opções estão a terapia hormonal; medicamentos não hormonais para aliviar as ondas de calor; e tratamentos locais para sintomas como desconforto e secura vaginal”, afirma a farmacêutica Daniela Reis.

Entenda o climatério

Além do acompanhamento profissional, os cuidados com o bem-estar durante a menopausa envolvem a adoção de hábitos saudáveis. Alimentação equilibrada, atividade física, sono adequado e atenção à saúde mental estão entre as recomendações do Ministério da Saúde. Essas práticas não precisam começar somente após a confirmação da menopausa.

O climatério, que é o período de transição da fase reprodutiva para a não reprodutiva, pode começar anos antes da última menstruação. A menopausa é confirmada após 12 meses consecutivos sem menstruar. Durante essa transição, a mulher já pode apresentar ondas de calor, alterações no sono e no humor, dores musculares e mudanças na composição corporal.

Uso de suplementos nutricionais

Entre as alterações associadas à menopausa estão a redução dos níveis de estrogênio, que pode influenciar o risco cardiovascular, e a perda de densidade óssea, fator que contribui para o aumento do risco de osteoporose e fraturas. Por isso, além dos hábitos saudáveis, algumas mulheres podem precisar de suplementação nutricional conforme suas necessidades individuais.

Entre os nutrientes que podem exigir suplementação estão o cálcio e a vitamina D, importantes para a saúde óssea, a vitamina B12 em casos de deficiência, e o ferro, quando há anemia por deficiência desse mineral. Outros suplementos, como magnésio e ômega 3, podem ser considerados em situações específicas, mas não são recomendados de forma generalizada.

Embora muitos desses produtos possam ser adquiridos sem receita médica, Daniela Reis ressalta que o uso exige atenção e orientação profissional. A necessidade de suplementação depende de fatores como alimentação, condições de saúde, possíveis deficiências nutricionais e medicamentos utilizados pela paciente.

“Suplemento não é inofensivo nem serve para todas. Tomar o que a amiga tomou ou o que viu na internet pode mascarar um problema que precisa de investigação ou até mesmo interagir com remédios que a mulher já usa”, alerta a farmacêutica.

Recomendações e cuidados diários

Algumas medidas simples podem proporcionar mais conforto durante a menopausa, como utilizar roupas leves, manter os ambientes ventilados e recorrer a compressas frias durante as ondas de calor. Evitar bebidas muito quentes, álcool e alimentos muito condimentados também ajuda mulheres que percebem piora dos sintomas após o consumo desses produtos.

A prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada e a manutenção de uma rotina adequada de sono são outros cuidados importantes para a saúde e a qualidade de vida nessa fase, embora não substituam tratamentos específicos quando necessários.

“Para a secura vaginal, hidratantes e lubrificantes à base de água também podem ajudar, mas vale sempre conversar com o seu médico”, destaca a farmacêutica Daniela Reis.

A orientação final é que mulheres com sintomas persistentes ou que prejudiquem suas atividades diárias procurem avaliação profissional. Como as manifestações e necessidades variam de pessoa para pessoa, o acompanhamento individualizado permite identificar os cuidados mais adequados para cada situação.

Repercussão Assessoria

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