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Omar Aziz lança plano para criar UTIs no interior e reorganizar a saúde no Amazonas

Senador Eduardo Braga e o Senador Omar Aziz - Foto: Tadeu Rocha

A histórica concentração dos serviços médicos de alta complexidade na capital voltou ao centro dos debates eleitorais. O candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz (PSD), apresentou propostas no seu “Plano Estratégico de Desenvolvimento” para expandir leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas macrorregiões de saúde do interior.

A estratégia combina a implantação de UTIs com a estruturação de polos regionais capazes de atender casos de média e alta complexidade mais próximos da residência dos pacientes.

A proposta busca combater a profunda desigualdade no acesso à medicina especializada no estado. O levantamento feito pelo plano aponta que 44 dos 62 municípios amazonenses enfrentam a realidade de Deserto Assistencial, cenário provocado por uma combinação de fatores críticos.

  • Insuficiência de leitos hospitalares e quantidade reduzida de médicos.
  • Ausência total de leitos de UTI no município.
  • Demora excessiva no acesso ao atendimento especializado.

Desse grupo, 29 municípios estão classificados na categoria de Deserto Crítico. Essa escassez impacta diretamente o cotidiano da população, já que 52,3% dos amazonenses moram a mais de quatro horas de deslocamento do serviço de saúde especializado mais próximo. O candidato Omar Aziz reforça essa meta ao destacar no documento que:

“Reduzir os desertos assistenciais é transformar quilômetros de isolamento em caminhos reais de acesso à saúde”.

Estrutura nos polos

Para reduzir essas disparidades, o “Plano Estratégico de Desenvolvimento” estabelece a construção ou ampliação de hospitais em municípios-polo. A seleção dessas cidades levará em consideração critérios técnicos bem definidos.

  • Volume da população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
  • Distância e tempo necessário de deslocamento até os serviços de referência.
  • Infraestrutura de saúde que já está instalada na localidade.
  • Perfil epidemiológico registrado em cada região.

Esses centros regionais deverão contar com uma estrutura completa de atendimento abrangendo leitos de UTI, maternidade, centro cirúrgico e bloco obstétrico. A medida visa aumentar a capacidade assistencial no interior e reduzir a necessidade de transferência de doentes para a capital.

Hospitais e cortes

Durante os compromissos de campanha, Omar Aziz defendeu a construção de oito hospitais regionais espalhados pelo estado. Em agendas recentes no interior, o candidato anunciou unidades com 150 leitos de média e alta complexidade nos municípios de Parintins e Coari. A unidade projetada para Parintins terá a função de servir como referência assistencial para toda a calha do Baixo Amazonas.

A ampliação da rede física busca diminuir a necessidade de envio de pacientes para Manaus.

O relatório do plano registra que 95.274 moradores do interior possuem solicitações ativas no Sistema Nacional de Regulação (Sisreg).

A falta de especialidades nos municípios eleva a pressão sobre o programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

A meta prevê diminuir gradualmente esses deslocamentos à medida que os polos sejam estruturados, aliando a expansão das UTIs ao fortalecimento da telessaúde e dos exames especializados.

Atenção neonatal

A estratégia contempla também a área de assistência neonatal. O diagnóstico identificou um déficit grave de leitos de UTI Neonatal no estado e prevê a ampliação dessa estrutura dentro da reorganização da rede de saúde.

A regionalização abrange ainda a instalação de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) sub-regionais nas cidades que apresentam maior demanda por serviços de urgência e emergência.

O objetivo final é alterar a lógica de funcionamento da saúde pública no Amazonas.

Em vez de concentrar os atendimentos complexos em Manaus e forçar os pacientes a percorrer grandes distâncias, a proposta busca expandir a capacidade de atendimento em todas as calhas dos rios, aproximando a medicina especializada da rotina da população.

Fonte: ASCOM | Marhia Edhuarda Bessa

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