
Famílias com renda de até R$ 5.000,00 podem contar com subsídios expressivos para a aquisição da casa própria por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Na Região Norte, esse benefício concedido pelo governo federal pode alcançar até R$ 65.000,00. O programa atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 13.000,00, apresentando condições que se adaptam ao perfil financeiro de cada comprador.
De acordo com a especialista em mercado imobiliário Graciete Azevedo, ainda existe um desconhecimento generalizado sobre quem pode participar das etapas da iniciativa.
“Muita gente acha que o programa é só para baixa renda e nem tenta. Esse é o primeiro mito que eu desfaço com os clientes”, afirmou a especialista.
Divisão por faixas sociais
A Portaria MCID (Ministério das Cidades) nº 333/2026 estabelece os critérios e os limites de renda para atendimento nas áreas urbanas. O programa está dividido em etapas para contemplar diferentes realidades financeiras:
- Faixa 1 atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 3.200,00
- Faixa 2 contempla famílias com renda de R$ 3.200,01 a R$ 5.000,00
- Faixa 3 abrange renda familiar de R$ 5.000,01 a R$ 9.600,00
- Faixa 4 é voltada para a classe média com renda bruta de até R$ 13.000,00
A especialista explica as variações de benefícios de acordo com cada faixa de renda.
“Na Faixa 1 estão os maiores subsídios e os menores juros. Na Faixa 2 ainda há subsídio, porém menor. Na Faixa 3 não há subsídio, mas os juros continuam abaixo do mercado. A Faixa 4 é voltada à classe média, com juros em torno de 10% ao ano. Na prática, quanto menor a renda, maior o desconto e menor a parcela”, explicou Graciete Azevedo.
Entenda o subsídio público
Na Região Norte, o limite do subsídio do programa atinge até R$ 65.000,00, enquanto nas demais regiões do país o teto fixado é de R$ 55.000,00. Contudo, o alcance do valor máximo varia conforme o perfil do comprador.
“O subsídio é um desconto que o governo dá e que a família não precisa devolver. O valor é calculado principalmente pela renda bruta familiar e pela localização do imóvel. Quanto menor a renda, maior o benefício”, explicou a profissional.
Esse recurso governamental é abatido diretamente do valor total do imóvel, reduzindo a quantia necessária para a entrada e o saldo financiado. O uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o parcelamento da entrada com a construtora em determinados empreendimentos também auxiliam a diminuir o desembolso inicial.
“Não deixe de procurar porque acha que não tem a entrada. Primeiro faça a simulação”, orientou Graciete Azevedo.
Aprovação para autônomos
Quem trabalha como autônomo ou empreendedor também pode buscar o financiamento imobiliário, desde que consiga comprovar os seus rendimentos. Entre os documentos solicitados pelas instituições financeiras estão extratos bancários, declaração do Imposto de Renda, comprovantes de pró-labore e a Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore).
“A renda informal é aceita, desde que seja comprovada. Minha dica para o autônomo é organizar a vida financeira antes. Quanto mais clara a renda aparece, melhor a aprovação”, destacou a especialista.
Ter dívidas em aberto não significa reprovação automática da proposta, desde que os pagamentos estejam em dia e sejam compatíveis com a renda declarada. Por outro lado, possuir restrições ativas no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) costuma dificultar a aprovação do crédito habitacional.
Simulação como primeiro passo
Segundo Graciete Azevedo, um dos erros mais comuns dos compradores é procurar o imóvel antes de conhecer a real capacidade de financiamento.
“O maior erro é escolher o imóvel antes de saber quanto pode financiar. A pessoa se apaixona por um apartamento, descobre depois que não cabe e se frustra. O certo é inverter a ordem: primeiro entender o seu perfil, depois escolher o imóvel”, afirmou a especialista.
A orientação profissional especializada ajuda a analisar a renda familiar, consultar o saldo do FGTS, verificar o valor do subsídio, organizar a documentação e selecionar empreendimentos compatíveis com o orçamento familiar.
“Na Stillo, atendemos famílias do Minha Casa, Minha Vida há anos, e o que eu mais vejo é gente que achava impossível comprar e descobre que podia. Essa orientação economiza tempo e dinheiro e evita frustração”, concluiu Graciete Azevedo.
LD Comunicação










