
Confrontar os problemas crônicos da infraestrutura urbana de Manaus é uma tarefa diária que exige rapidez do poder público e conscientização dos próprios moradores. Entre o pavor de ver o asfalto ceder na zona Sul e o medo das enchentes com a chegada do inverno amazônico na zona Norte, a capital vive uma rotina de intervenções emergenciais e preventivas executadas pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEMINF).
Cratera no Japiim
A abertura de uma cratera perigosa na avenida Penetração 2, localizada no bairro Japiim 2, na zona Sul da capital, ligou o sinal de alerta para motoristas, moradores e comerciantes que utilizam a via diariamente. O colapso na tubulação subterrânea comprometeu o sistema de drenagem e colocou em risco a circulação na área. Para conter o avanço dos danos, as equipes técnicas mobilizaram maquinário pesado e deram início aos serviços emergenciais de recuperação profunda.
O trabalho na via começou com o recorte do pavimento e a escavação do solo com o auxílio de uma retroescavadeira, garantindo o acesso às galerias antigas e deterioradas. As peças comprometidas foram removidas para que os operários pudessem preparar uma nova base de sustentação, assentando manilhas de concreto armado, material consideravelmente mais resistente e durável para restabelecer a estrutura da rede e melhorar o escoamento das águas pluviais.
O secretário municipal de Infraestrutura, Madson Rodrigues, enfatizou a urgência de agir diretamente na raiz do problema para devolver a tranquilidade ao bairro.
“Quando aparece uma cratera em uma avenida movimentada, sabemos que existe uma preocupação de quem passa por ali todos os dias. Por isso, nossas equipes trabalham de forma emergencial para corrigir o problema na origem, recuperando a tubulação e substituindo as peças danificadas por materiais mais resistentes. Não se trata apenas de recuperar uma rede de drenagem, mas de cuidar da segurança de quem trabalha, mora e circula pela região. Essa é a determinação do prefeito Renato Junior, estar presente, atender às necessidades da população e garantir que a infraestrutura cumpra seu papel na vida das pessoas”, declarou Madson Rodrigues.
A resposta rápida no local trouxe alívio aos trabalhadores da região. O comerciante Renato Alves, de 56 anos, que acompanha de perto a movimentação comercial na avenida, comemorou a presença das máquinas.
“Estamos em uma avenida movimentada, e ver as equipes da Seminf aqui, trabalhando para resolver esse problema na tubulação, é muito bom. Todos nós da comunidade ficamos felizes com esse suporte, porque é uma melhoria importante para quem trabalha aqui e para quem passa pela região todos os dias. Vai ficar muito bom!”, destacou o morador.
A prefeitura reforça que mantém equipes mobilizadas para atender ocorrências que comprometem a infraestrutura urbana, atuando na recuperação de drenagens profundas e recomposição das áreas afetadas para preservar as vias e garantir a qualidade de vida dos manauaras.
Dragagem no igarapé

Enquanto a zona Sul recebia reparos estruturais no asfalto, as equipes de limpeza intensificaram, na sexta-feira, dia 23 de outubro de 2026, os serviços de dragagem no igarapé da rua Dom Bosco, localizado na comunidade Braga Mendes, no bairro Cidade de Deus, na zona Norte.
A intervenção preventiva visa desobstruir o leito do canal, removendo a sujeira e os sedimentos acumulados para garantir o curso natural das águas e proteger as famílias do entorno contra alagamentos no período de chuvas intensas.
Durante a remoção dos resíduos do igarapé, as equipes se depararam com um cenário preocupante provocado pelo descarte irregular de lixo. Do fundo do canal foram retirados pneus velhos, restos de colchões, peças de roupas, embalagens plásticas e até equipamentos eletrônicos descartados pela própria comunidade. Esse acúmulo sufoca a passagem da água, degrada o meio ambiente e eleva os riscos de enchentes que invadem as residências.
Prevenção contra alagamentos
Sobre a gravidade do descarte incorreto, o secretário Madson Rodrigues alertou que a manutenção da cidade exige o esforço conjunto entre a prefeitura e a comunidade.
“Quando a gente retira pneus, colchões e todo tipo de lixo de dentro de um igarapé, está fazendo muito mais do que uma limpeza. Estamos cuidando da passagem da água e ajudando a proteger as famílias que moram aqui perto. Nosso trabalho é preparar esses espaços para que a água possa seguir seu curso e reduzir os riscos de alagamentos. O prefeito Renato Junior nos orienta a trabalhar com responsabilidade pela cidade, mas precisamos que cada morador faça a sua parte, evitando jogar lixo nos igarapés. Cuidar de Manaus é uma responsabilidade de todos”, afirmou a autoridade municipal.
A chegada do serviço de dragagem antes do período chuvoso trouxe alívio para quem vive com o medo constante dos alagamentos. O motorista de aplicativo Ronald Castro, de 37 anos, morador da localidade, ressaltou a importância da ação preventiva.
“O inverno se aproxima e a Prefeitura de Manaus chegou para limpar e fazer seu trabalho com qualidade, ficou muito bom. Para quem mora aqui, é muito importante ver esse cuidado, porque a gente fica mais tranquilo sabendo que estão trabalhando para melhorar a situação do igarapé”, declarou o morador.
A administração municipal mantém ações contínuas de dragagem e limpeza de igarapés em diversos pontos de Manaus, concentrando esforços na remoção de resíduos e sedimentos para garantir a preservação ambiental, conter alagamentos e proteger a vida das famílias.
Responsabilidade de todos
As intervenções da prefeitura em redes de drenagem profunda e a dragagem dos leitos dos igarapés mostram que a gestão municipal vem buscando agir para reparar as vias e proteger a população diante dos rigorosos ciclos climáticos de Manaus. Contudo, consertar tubulações antigas e dragar canais não terá efeito duradouro se a própria sociedade continuar tratando os igarapés como lixeiras a céu aberto.
Garantir uma infraestrutura eficiente e segura não é apenas um dever do poder público, mas um compromisso coletivo no qual cada cidadão precisa fazer a sua parte para proteger a própria comunidade.
Fonte: ASCOM | Eduarda Lira e Maria Amed/ Seminf










