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Mais de 400 casos de vírus causador da bronquiolite acendem sinal de aviso no Amazonas

Foto: Divulgação

O aumento da circulação de vírus respiratórios no Amazonas reforça a importância da atenção redobrada aos sintomas da bronquiolite, uma das principais causas de atendimento médico e internação de bebês. De acordo com o levantamento da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), entre janeiro e 22 de junho deste ano, o estado registrou 413 casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), o principal agente causador da doença. Desse total, 275 ocorrências envolveram crianças menores de um ano de idade, sendo fevereiro o mês com maior concentração de registros.

Identificação dos sinais

A identificação rápida da doença faz muita diferença no sucesso do tratamento. O médico pediatra Luiz Felipe Sordi, professor da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru, explica que os pais precisam monitorar de perto as mudanças físicas nos filhos.

“A bronquiolite geralmente começa como um resfriado comum, com coriza, nariz entupido, tosse, febre baixa, irritabilidade e diminuição do apetite. Após alguns dias, o vírus pode atingir os bronquíolos e provocar sintomas como respiração acelerada, chiado no peito, cansaço para mamar ou se alimentar e sonolência excessiva”, afirma Luiz Felipe Sordi.

A enfermidade atinge com maior frequência os pequenos menores de dois anos, especialmente nos primeiros meses de vida. Embora a maior parte dos pacientes apresente melhora em um prazo de duas semanas, o risco de agravamento exige cuidado. Bebês menores de seis meses, prematuros ou nascidos com problemas crônicos no pulmão podem sofrer com a falta de oxigênio no organismo.

Socorro de urgência

Os responsáveis devem manter o foco no esforço que a criança faz para puxar o ar, pois o cansaço extremo sinaliza a necessidade de socorro médico imediato.

Os pontos abaixo listam os sintomas que exigem ida imediata ao pronto-socorro

  • Alteração visível na velocidade da respiração e chiado constante no peito
  • Esforço muscular exagerado nas costelas e no pescoço ao puxar o ar
  • Recusa total para ingerir líquidos, mamar ou comer
  • Prostração profunda e sonolência fora do comum

“Os pais devem estar alertas principalmente para alterações na respiração da criança. Quando ela apresenta dificuldade para se alimentar, cansaço importante ou fica excessivamente sonolenta, é necessário procurar um serviço de urgência”, orienta o professor da Afya.

Prevenção e mitos

A prevenção diária em ambientes públicos ou domésticos envolve hábitos de higiene simples e o distanciamento de possíveis focos de contágio. O pediatra aconselha lavar as mãos com frequência, evitar o contato de bebês com pessoas gripadas, reduzir a exposição a locais fechados com aglomerações e desinfetar os brinquedos e objetos de uso diário dos filhos.

O avanço da medicina trouxe novas alternativas de proteção coletiva que começam antes mesmo do nascimento.

“Hoje contamos com medidas importantes, como a imunização de gestantes contra o Vírus Sincicial Respiratório, que ajuda a proteger os bebês nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade”, destaca o médico.

Por fim, o profissional faz um alerta firme contra o uso de produtos comerciais que prometem blindar a saúde das crianças sem comprovação científica.

“Não existe nenhum alimento, chá ou vitamina capaz de impedir que uma criança adquira o Vírus Sincicial Respiratório. O que realmente contribui para o bom funcionamento do sistema imunológico é um conjunto de hábitos saudáveis, como aleitamento maternal, alimentação equilibrada, sono adequado, atividade física para crianças maiores e vacinação atualizada”, conclui Luiz Felipe Sordi.

Três Comunicação e Marketing

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