Saúde Mitos e verdades sobre doação de sangue revelam como um gesto simples...

Mitos e verdades sobre doação de sangue revelam como um gesto simples pode salvar até quatro vidas

Foto: Divulgação

A doação de sangue é um ato voluntário e essencial para manter os estoques dos hemocentros abastecidos. Esse gesto garante o atendimento de pacientes que necessitam de transfusões em cirurgias, tratamentos oncológicos, emergências pós-acidentes e diversas outras situações hospitalares. No entanto, muitas pessoas ainda deixam de doar por receio ou por acreditarem em informações que nem sempre correspondem à realidade.

Segundo a médica Bruna Borges, coordenadora do curso de Medicina da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Itacoatiara, ampliar o acesso à informação de qualidade é uma das formas mais eficazes de incentivar novos voluntários e combater receios infundados.

Para ajudar a esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, a especialista explica o que é mito e o que é verdade no processo de doação.

Fatores que geram dúvidas frequentes

Doar sangue engrossa ou afina o sangue?

Mito. Segundo a médica, essa é uma das crenças mais comuns, mas não possui nenhum fundamento científico. Após a doação, o organismo repõe naturalmente o volume sanguíneo perdido. O sangue não altera sua densidade. Trata-se de um processo fisiológico normal e totalmente seguro para pessoas saudáveis.

Quem tem tatuagem nunca mais pode doar sangue?

Mito. Ter tatuagem não impede a doação definitiva. O que existe é um período de inaptidão temporária após a realização do procedimento. Os critérios podem variar conforme as normas vigentes, mas, após o período de espera recomendado pelos serviços de hemoterapia, a pessoa pode voltar a ser considerada apta para doar.

Pessoas idosas não podem doar sangue?

Mito. A idade, por si só, não barra a doação. Pessoas que já são doadoras regulares podem continuar contribuindo desde que atendam aos critérios de saúde estabelecidos pelos hemocentros. O fator determinante é a avaliação individual das condições clínicas do candidato.

Quem mora na Amazônia e já teve doenças como malária ou dengue não pode doar sangue?

Mito. Residir em áreas amazônicas ou já ter contraído doenças como dengue e malária não impede automaticamente a doação de sangue. No entanto, existem critérios específicos para garantir a segurança do doador e do receptor. Pessoas que contraíram dengue podem doar após o período de recuperação determinado pelos protocolos hemoterápicos. Já quem teve malária precisa cumprir um intervalo de inaptidão temporária, que varia conforme o tipo da doença e o tempo decorrido desde a cura. Por isso, a triagem detalhada no hemocentro é indispensável.

Critérios e impactos reais da doação

Uma única doação pode salvar várias vidas?

Verdade. Cada bolsa coletada pode ser fracionada em diferentes componentes, como hemácias, plasma e plaquetas, que podem ser destinados a pacientes diferentes. Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas, já que os componentes sanguíneos são utilizados conforme a necessidade médica específica.

É necessário estar em boas condições de saúde para doar?

Verdade. Antes da coleta, todos os candidatos passam por uma triagem clínica rigorosa que avalia aspectos como pressão arterial, temperatura corporal, peso e histórico de saúde. Esse processo garante a segurança tanto de quem doa quanto de quem receberá o sangue.

Os estoques de sangue precisam ser mantidos durante todo o ano?

Verdade. Embora campanhas especiais costumem aumentar o número de doações em certas épocas, a necessidade por sangue é constante. Os hospitais e serviços de saúde dependem de doadores regulares. A demanda ocorre diariamente e não apenas em datas comemorativas ou períodos de conscientização.

Três Comunicação e Marketing

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.