
As cobranças do professor da UFAM, Marcos Maurício, no grupo “Na Guerra Pela BR-319”, no WhatsApp, escancaram uma realidade que o Amazonas conhece de sobra: a infraestrutura rodoviária do estado continua sendo tratada como assunto secundário.
A AM-364, o Ramal da Democracia, em Manicoré, virou símbolo do criminoso abandono.
São 84 quilômetros de promessas e quase nenhuma solução concreta para quem depende da estrada diariamente.
Pontes da vergonha
Mais urgente do que discursos é a reconstrução das pontes sobre os rios Matupiri, Amapá e Jatuarana. Sem elas, não existe logística, desenvolvimento ou dignidade para milhares de amazonenses.
O novo governo estadual de Roberto Cidade precisa mostrar rapidamente que compreendeu a gravidade do problema e tirar essas obras do papel.
O interior não pode continuar isolado enquanto a política vive de inaugurações e propaganda.
Matupi é só poeira

Situado no Vale do Rio Madeira, em Manicoré, Santo Antônio do Matupi, um dos maiores polos da pecuária amazonense, continua convivendo com uma realidade incompatível com sua importância econômica.
No verão amazônico, moradores respiram poeira o dia inteiro porque grande parte das ruas permanece de barro batido. O caminhão-pipa ajuda, mas apenas temporariamente. A solução definitiva continua distante.
Descaso é total

Conforme mensagens de moradores à coluna, é difícil entender como uma região que movimenta milhões na economia estadual ainda dependa de medidas paliativas para enfrentar um problema tão básico.
Água jogada na rua ameniza a poeira por algumas horas. Pavimentação e infraestrutura resolvem o problema por décadas.
“O que falta é transformar arrecadação em qualidade de vida”, dizem os moradores.
TRE baixa a lenha em Salazar

Segundo o TRE-AM, a inteligência artificial não pode servir de instrumento para estimular violência, disseminar ódio ou antecipar guerra eleitoral.
A determinação para retirada do vídeo publicado pelo vereador Sargento Salazar é uma prova de que o ambiente digital também está sujeito às regras da legislação eleitoral.
Uma briga ridícula

Wilson Lima e Omar Aziz parecem determinados a transformar a pré-campanha em um interminável duelo de acusações sobre quem foi melhor ou pior no passado na questão da segurança pública no estado.
Enquanto isso, o Amazonas continua esperando respostas para problemas bem mais urgentes do que a troca diária de farpas nas redes sociais.
Olhando pelo retrovisor
É legítimo comparar gestões e apresentar números. O que já começa a cansar é a repetição do mesmo roteiro: um acusa, o outro responde e a população segue aguardando debates sobre propostas para saúde, infraestrutura, geração de empregos e desenvolvimento do interior.
O eleitor quer futuro, não apenas retrospectiva ridícula de pré-candidatos vazios.
Infância indígena desprotegida

A investigação aberta pelo Ministério Público sobre possíveis falhas no atendimento de crianças Yanomami com desnutrição grave é um alerta que não pode passar despercebido.
Quando crianças chegam ao hospital em estado crítico e ainda existem dúvidas sobre o acompanhamento após a alta, alguma etapa da rede de proteção claramente merece ser examinada.
Dívida mais que humanitária
Independentemente de quem seja a responsabilidade, União, estado, município ou Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), o que está em jogo é a vida de crianças. O
Amazonas não pode aceitar que indígenas continuem enfrentando desnutrição severa sem um sistema de saúde capaz de garantir atendimento contínuo e eficaz.
Investigar é necessário. Corrigir as falhas é urgente.
Copa da grana, muita grana

A Copa do Mundo de 2026, com 48 seleções, nasceu com o discurso da inclusão, mas vai confirmando outra vocação: virou um espetáculo cada vez mais caro, pensado para quem pode pagar.
Entre ingressos, hospedagem, transporte e custos de deslocamento, o maior campeonato do planeta corre o risco de se transformar em festa para países ricos e turistas de alto poder aquisitivo.
O futebol continua sendo do povo, que, entretanto, não consegue mais assistir a bola rolando, o que é privilégio só de quem é bem aquinhoado.










