
A imensidão geográfica do Amazonas, com seus mais de 1,5 milhão de quilômetros quadrados e rotas fluviais complexas, transformou-se no principal desafio para a segurança pública estadual. Diante do avanço agressivo de facções criminosas no interior, os métodos tradicionais de policiamento já não conseguem conter a criminalidade.
Na manhã desta sexta-feira, dia 10 de julho, o deputado estadual Comandante Dan, do Republicanos, cobrou formalmente a expansão imediata de investimentos tecnológicos nas calhas de rios e fronteiras como única saída para garantir a presença do Estado em áreas isoladas.
O debate ganha contornos de urgência com os recordes sucessivos na apreensão de entorpecentes no estado. Essa realidade expõe a vulnerabilidade das divisas internacionais e aponta para uma preocupante diversificação das atividades das organizações criminosas na Amazônia.
Multicrimes nas comunidades tradicionais
A atuação das facções já não se restringe apenas ao narcotráfico. O crime organizado estruturou um verdadeiro mercado ilegal que sufoca a economia do interior e ameaça a sobrevivência de populações tradicionais.
- Exploração predatória: Grupos armados controlam e financiam a pesca ilegal e a extração clandestina de madeira em áreas protegidas.
- Financiamento do narcogarimpo: Recursos do tráfico de drogas são injetados na extração mineral ilícita, poluindo bacias hidrográficas.
- Terror nos rios: A pirataria nas hidrovias da região se consolidou, atacando embarcações de passageiros e comboios de abastecimento.
“As organizações criminosas compreenderam que a Amazônia representa uma oportunidade para ampliar seus negócios ilícitos. Hoje elas não atuam apenas no tráfico de drogas. Também exploram a pesca ilegal, a extração clandestina de madeira, o narcogarimpo, a pirataria nos rios e diversos crimes ambientais. O Estado precisa responder com inteligência, tecnologia e integração entre as instituições de segurança”, afirmou Comandante Dan.
Ferramentas prioritárias para o interior
Para reverter o atual cenário de desvantagem operacional das forças policiais, o parlamentar mapeou as tecnologias que precisam ser tratadas como prioridade orçamentária pela administração pública.
- Videomonitoramento inteligente: Instalação de câmeras com reconhecimento de padrões nos núcleos urbanos dos municípios mais distantes.
- Aeronaves não tripuladas: Utilização de drones de longo alcance para mapear e monitorar clareiras de desmatamento e acampamentos em áreas estratégicas.
- Comunicação digital integrada: Fortalecimento de redes de rádio e dados criptografados para evitar a interceptação por parte de criminosos.
- Conectividade via satélite: Ampliação do sinal de internet de alta velocidade em delegacias e postos policiais avançados localizados em regiões de difícil acesso.
Esses mecanismos de monitoramento remoto de rios agilizam o cruzamento de dados e unificam a atuação de órgãos ambientais e policiais na identificação de rotas clandestinas.
Modernização estrutural permanente
O enfrentamento eficaz das facções na Amazônia exige uma mudança de postura institucional, superando operações temporárias em favor de políticas de Estado contínuas.
“Não é possível proteger um estado com as dimensões do Amazonas utilizando apenas os métodos tradicionais de policiamento. Precisamos de informação em tempo real, monitoramento permanente e compartilhamento de inteligência entre as forças estaduais e federais. A tecnologia multiplica a capacidade operacional do Estado e torna as ações mais rápidas, precisas e eficientes”, destacou o deputado ao defender o compartilhamento de bancos de dados.
A modernização defendida também foca na inclusão digital do cidadão do interior. A conectividade adequada nas delegacias deve permitir o atendimento remoto, registros ágeis de ocorrências e a realização de videoconferências para investigações sem a necessidade de deslocamentos caros até Manaus.
“A Amazônia exige soluções compatíveis com sua realidade geográfica. A tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para proteger nossas fronteiras, nossos rios, nossas florestas e, principalmente, a população amazonense”, concluiu Comandante Dan sobre o programa de modernização proposto.
Fonte: ASCOM










