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Formação técnica ganha força com alta da empregabilidade e decisões profissionais mais seguras

Foto: Reprodução/IA

Diante de um mercado que exige cada vez mais qualificação e experiência, mesmo entre profissionais em início de carreira, a formação técnica antes da graduação se consolida como uma estratégia eficaz.

O caminho permite ingressar mais rapidamente no mercado de trabalho, adquirir experiência prática e confirmar a escolha profissional antes de investir em um curso superior. Em 2025, o Brasil somou 3,1 milhões de matrículas na Educação Profissional e Tecnológica (EPT), registrando um aumento de 68,4% em apenas cinco anos.

Não é difícil encontrar histórias de estudantes que optaram por essa rota ao buscar uma formação. Jennifer Thaynara Cardoso Correia, de 26 anos, decidiu cursar técnico em enfermagem no Centro de Ensino Técnico (Centec) para retomar os estudos após precisar interrompê-los por um período.

“Eu sempre gostei da área da saúde. Há alguns anos, cursei biomedicina, porém engravidei e, por questões financeiras, precisei trancar o curso. Depois que tive o bebê, organizei minha vida e voltou decidida a continuar os estudos na minha área”, conta Jennifer Thaynara Cardoso Correia.

A escolha pelo técnico, segundo ela, está longe de significar o abandono do sonho da graduação. Pelo contrário, já existe até previsão para dar esse próximo passo.

“Pretendo iniciar a graduação em 2027. E por que escolhi o técnico primeiro? Pelo tempo. Em um período mais curto, já consigo me preparar e abrir oportunidades no mercado de trabalho”, explica Jennifer Thaynara Cardoso Correia.

A duração reduzida é uma das principais vantagens dos cursos técnicos. Em média, a formação leva cerca de 18 meses, enquanto uma graduação costuma exigir pelo menos quatro anos de estudos.

Busca por estabilidade

Se para Jennifer o técnico representa uma forma de retomar os estudos e se preparar para o ensino superior, para Jessica Thaís Sena Queiroz, de 29 anos, a formação serviu como porta de entrada para uma área com a qual ela se identificou ao longo do curso. Estudante de eletrotécnica no Centec, Jessica conta que a decisão inicial foi motivada pela busca por qualificação e empregabilidade.

“Eu escolhi o curso de eletrotécnica porque estava procurando uma oportunidade de me qualificar e entrar mais rapidamente no mercado de trabalho”, relata Jessica Thaís Sena Queiroz.

Com o passar do tempo, o interesse pela área cresceu. Hoje, ela também cursa graduação em Gestão da Qualidade, formação que mantém relação com a eletrotécnica pela forte conexão das duas áreas com o setor industrial, um dos motores da economia amazonense. Mesmo com a faculdade em headwinds, Jessica decidiu manter a formação técnica.

“Acredito que o curso técnico pode abrir portas importantes para minha carreira e também me ajudar a compreender melhor o funcionamento da indústria”, afirma Jessica Thaís Sena Queiroz.

Escolha mais consciente

Para especialistas da área educacional, o crescimento da educação profissional não fecha portas para o ensino superior. Ao contrário, pode contribuir para uma escolha acadêmica mais segura e alinhada aos objetivos profissionais.

Uma revisão de 16 estudos nacionais e internacionais concluiu que há aumento de 32% na remuneração ao longo da vida de profissionais que concluem o ensino técnico. A análise integra o livro “Impacto da Educação Técnica sobre a Empregabilidade e a Remuneração”, publicado em 2023.

A diretora-presidente do Centec, Eliana Cássia de Souza, afirma que a experiência prática proporcionada pelo ensino técnico ajuda os estudantes a reduzir incertezas sobre a carreira escolhida.

“Muitos jovens chegam à graduação sem conhecer profundamente a profissão que pretendem seguir. O curso técnico permite vivenciar a rotina da área, desenvolver competências práticas e tomar decisões mais conscientes sobre os próximos passos acadêmicos e profissionais”, avalia Eliana Cássia de Souza.

Inserção no mercado

A instituição de ensino também investe em iniciativas para ampliar as oportunidades dos estudantes que buscam inserção rápida no mercado de trabalho.

  • Projeto Emprego Garantido: série de parcerias com empresas para indicação direta de estudantes em processos seletivos de diferentes segmentos.
  • Vagas de estágio: convênios que encaminham alunos para o ambiente corporativo, permitindo adquirir experiência profissional real ainda durante o período de formação.

“Sabendo que muitos alunos procuram o técnico justamente para acelerar a entrada no mercado de trabalho, temos uma série de parcerias com empresas para indicação dos estudantes”, destaca Eliana Cássia de Souza.

Repercussão Assessoria

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