
O ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, afirmou temer pela própria vida em declaração prestada à Procuradoria Geral do país no sábado, 8/11, logo após a determinação de sua prisão. Questionado pelos investigadores se havia recebido algum tipo de ameaça direta, o executivo não respondeu.
O ex-chefe da autoridade monetária, que antes de assumir o órgão oficial presidiu o Banco Ueno, está recolhido desde a sexta-feira, 7/11, na Agrupación Especializada, um quartel e corpo de elite da Polícia Nacional do Paraguai, localizado em Assunção, capital do país, segundo informações divulgadas pelo jornal ABC TV.
Silêncio e acusações
Ainda conforme os relatos da imprensa paraguaia, o ex-presidente do BCP permaneceu calado durante seu depoimento oficial e se recusou a responder se foi alvo de intimidações ou se escutou rumores sobre sua integridade física.
Investigado no mesmo processo que apura condutas do ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, Carvallo responde pela suposta prática dos crimes de abuso de confiança, administração para ganho pessoal e produção de documentos públicos com conteúdo falso nas apurações sobre a derrocada do Banco Ueno, uma das maiores instituições financeiras do país.
Segundo a acusação formal, o banqueiro teria utilizado sua posição privilegiada no comando da autoridade monetária para ocultar relatórios que revelavam a real situação patrimonial da instituição.
Liquidação do banco
O Banco Central do Paraguai (BCP) determinou a liquidação definitiva do Banco Ueno no dia 3 de novembro de 2026, após declarar a instituição oficialmente insolvente, condição em que a empresa não consegue honrar seus compromissos financeiros.
O Ministério Público (MP) do Paraguai solicitou a abertura de uma investigação criminal detalhada sobre o caso e requereu a prisão preventiva de dois dirigentes da instituição.
As apurações levadas a cabo pelos promotores envolvem suspeitas graves na condução dos negócios:
- Gestão fraudulenta com comprometimento do patrimônio da empresa.
- Liberação de empréstimos irregulares para empresas vinculadas ao grupo controlador.
- Ocultação deliberada de laudos e relatórios sobre a saúde financeira do banco.
- Investigação sobre a participação de Santiago Peña em supostos crimes financeiros.
O órgão fiscalizador também acatou o pedido de investigação sobre supostos crimes financeiros atribuídos a Santiago Peña, aprofundando a crise institucional e financeira no país vizinho.
Fonte: https://www.metropoles.com/mundo/ex-presidente-do-banco-central-do-paraguai-diz-temer-por-sua-vida










