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Avanço na saúde feminina amplia cirurgias preventivas e muda a realidade de pacientes no Amazonas

Patrícia Alves Campos - Foto: Divulgação/ASCOM

Moradora de Iranduba, município a 38 km de Manaus, a rejuntadora Patrícia Alves Campos, de 42 anos, realizou nesta semana o procedimento cirúrgico de conização, que consiste na retirada de lesão pré-cancerígena do colo do útero para evitar a evolução da doença.

Ela integra o grupo de pacientes beneficiadas com a ampliação do atendimento do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu) às mulheres do interior. A criação do acesso direto promete contribuir para a redução drástica da enfermidade no Amazonas.

“Eu fiz o preventivo numa unidade de saúde do meu município, deu uma alteração no exame e, então, consegui o encaminhamento. O atendimento aqui no Cepcolu foi ótimo, muito rápido, e eu já passei até pelo procedimento”, afirmou Patícia Alves Campos.

Estrutura e capacidade multiplicada

O Cepcolu integra a estrutura da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) e já superou a marca de mil pacientes da capital atendidas com conizações.

Inaugurado em março de 2025, o centro funciona no modelo hospital-dia e é pioneiro no país no tratamento de lesões precursoras do câncer de colo de útero, tipo de tumor com maior incidência entre a população feminina amazonense. A unidade ampliou em seis vezes a capacidade dessas cirurgias no estado.

As obras do complexo foram concluídas pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). Secretário das duas pastas até março deste ano, o engenheiro civil Marcellus Campêlo, atual segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas e pré-candidato a deputado estadual, defende o impacto do investimento para retirar o estado do topo das estatísticas nacionais da doença.

“É uma obra que me orgulho muito de ter participado da sua execução, porque é de extrema relevância para a saúde feminina. O câncer do colo do útero é o que mais mata mulheres no Amazonas e o Cepcolu veio para mudar essa triste realidade”, frisou Marcellus Campêlo.

Agendamento direto pelo WhatsApp

A partir de junho deste ano, o Cepcolu descentralizou os serviços e liberou consultas para moradoras de outros municípios por meio de marcação digital.

  • Canal de agendamento: O contato é feito pelo número de WhatsApp (92) 3030-2884.
  • Critério para lesões de baixo grau: Atende pacientes com exames histopatológicos que comprovem a lesão persistente por no mínimo dois anos.
  • Critério para casos graves: Liberação imediata para quadros de alto grau e câncer “in situ”, terminologia que identifica o estágio mais inicial da doença.

De acordo com a coordenadora do Cepcolu, a médica oncologista Mônica Bandeira, o serviço elimina burocracias e barreiras geográficas antes da viagem para a capital.

“A iniciativa representa um avanço no atendimento às mulheres do interior, reduzindo custos e deslocamentos desnecessários”, destacou Mônica Bandeira.

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Amazonas deve registrar 610 casos de câncer de colo de útero por ano no triênio entre 2026 e 2028. A projeção oficial foi calculada antes da consolidação do novo fluxo do Cepcolu.

“Com o Cepcolu, iremos diminuir significativamente a incidência desse tipo da doença no Amazonas”, observou a coordenadora médica.

ASCOM: Náis Campos

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