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Com Wilson Lima no comando, nova federação amplia força política e redesenha alianças no Amazonas

Wilson Lima - Foto: Divulgação

A política amazonense mudou com a oficialização da Federação União Progressista (UP) no estado. Wilson Lima, que comandou o governo de janeiro de 2019 até abril de 2026, assumiu a presidência da nova sigla, unindo as estruturas do União Brasil (UB) e do Progressistas (PP). O registro já consta no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e antecipa movimentos decisivos para o pleito de 2026.

Ao seu lado, na vice-presidência, está o vereador de Manaus e delegado Rodrigo Sá. A nova configuração não é uma aliança passageira, mas um compromisso que obriga as legendas a atuarem como um bloco único por pelo menos quatro anos, unificando decisões, estratégias eleitorais e a atuação parlamentar.

Força parlamentar e administrativa

A Federação União Progressista nasce como uma potência numérica no Amazonas. O grupo aglutina lideranças que detêm o controle de importantes instâncias de poder:

  • Poder Executivo e Legislativo: conta com a influência do atual governador Roberto Cidade, além de uma base sólida composta por prefeitos e vereadores em diversos municípios.
  • Representatividade: a bancada é robusta, somando um deputado federal e seis representantes na Assembleia Legislativa do Estado, incluindo o presidente da casa, Adjunto Afonso.

Essa capilaridade coloca a federação em uma posição vantajosa para as próximas disputas, unindo a máquina estadual a uma bancada que promete atuar de forma coordenada na defesa de pautas comuns.

O projeto rumo ao Senado

Após deixar o cargo de governador para cumprir os prazos de desincompatibilização eleitoral, Wilson Lima não se afastou do centro das articulações. Pelo contrário, sua movimentação confirma o lançamento de sua pré-candidatura ao Senado. O histórico recente do ex-governador traz números que servem como combustível para o novo desafio.

Em 2022, Wilson Lima conquistou a reeleição com mais de um milhão de votos, superando seu próprio recorde histórico alcançado em 2018. Esse desempenho, aliado ao período em que focou em programas de infraestrutura, expansão da política energética baseada no gás natural e interiorização de serviços, confere ao agora presidente da federação uma base eleitoral consolidada para tentar uma cadeira no Congresso Nacional.

Vigência e articulação futura

A executiva estadual da Federação União Progressista no Amazonas tem mandato garantido até dezembro de 2029, o que confere estabilidade ao projeto político de Wilson Lima e seus aliados. A composição, que inclui nomes estratégicos como o ex-secretário Marcellus Campelo e o governador Roberto Cidade, desenha um grupo com fôlego para atravessar o pleito de 2026 e manter a influência sobre as decisões do estado pelos próximos anos.

Resta observar como a oposição reagirá diante de uma estrutura que, na prática, unifica dois dos maiores partidos do país sob um comando único, alterando a correlação de forças e exigindo que os demais grupos políticos revisem seus próprios mapas de alianças para o futuro próximo.

Fonte:  ASCOM | Priscila Caldas

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