
A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) trouxe a público novos desdobramentos sobre a denúncia de estupro envolvendo um oficial da Polícia Militar. Nesta quarta-feira (15/4), a vítima, uma jovem de 25 anos, compareceu à Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) para confirmar formalmente o crime.
O relato detalha um episódio de violência ocorrido dentro de um posto de fiscalização na rodovia AM-010. O principal suspeito é o tenente Osvaldo Lima da Silva, conhecido como “Grilo”, que já se encontra detido. A parlamentar classificou a situação como “absurda” e “estarrecedora”, enfatizando o uso da estrutura pública para a prática de crimes.
Depoimento e acolhimento
Durante o atendimento na Procuradoria, a vítima descreveu os momentos de terror vividos na barreira policial. Segundo o depoimento, o suspeito utilizou a autoridade do cargo para coagir e violentar a jovem em uma sala interna da unidade.
“Ele me levou para dentro de um quartinho que tem na barreira e começou a me apalpar. Depois me puxou novamente e me forçou a fazer coisas contra a minha vontade”, afirmou a vítima, que fez questão de deixar um recado para que outras mulheres denunciem agressores.
A equipe técnica da ALEAM agora acompanha o caso, que reúne os seguintes pontos críticos observados pela investigação
- Uso de estrutura do Estado: o crime teria sido cometido em um ambiente destinado à segurança pública.
- Histórico do suspeito: informações preliminares indicam que o tenente já responde a outro processo por estupro de vulnerável.
- Medidas cautelares: Alessandra Campelo solicitou o afastamento imediato do oficial e defende a manutenção da sua prisão durante todo o processo.
Proteção e denúncia
A vítima recebe agora suporte jurídico e psicossocial especializado por parte da Procuradoria Especial da Mulher. Além do acolhimento na Assembleia, o caso foi registrado oficialmente no 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado na zona norte de Manaus.
A deputada reiterou que a instituição não aceitará impunidade, especialmente vinda de quem tem o dever constitucional de proteger a população. A parlamentar garantiu que acompanhará cada passo da apuração para assegurar a proteção da denunciante e a lisura das investigações.
Para quem possui informações sobre este ou outros casos envolvendo o suspeito, as autoridades disponibilizam diversos canais de atendimento
- Central de Atendimento à Mulher: ligue 180.
- Disque-Denúncia e Emergência: ligue 181 ou 190.
- WhatsApp da Procuradoria da Mulher: envie mensagem para (92) 99400-0093.
“Nenhuma mulher pode ser violentada, muito menos por quem deveria protegê-la”, concluiu Alessandra Campelo ao reforçar a importância de romper o ciclo de silêncio.
ASCOM: Emanuel Mendes Siqueira










