Política Caso revelado por Alessandra Campelo revela risco quando quem deveria proteger se...

Caso revelado por Alessandra Campelo revela risco quando quem deveria proteger se torna suspeito

Deputada estadual Alessandra Campelo - Foto: Miguel Almeida

A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD) trouxe a público novos desdobramentos sobre a denúncia de estupro envolvendo um oficial da Polícia Militar. Nesta quarta-feira (15/4), a vítima, uma jovem de 25 anos, compareceu à Procuradoria Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALEAM) para confirmar formalmente o crime.

O relato detalha um episódio de violência ocorrido dentro de um posto de fiscalização na rodovia AM-010. O principal suspeito é o tenente Osvaldo Lima da Silva, conhecido como “Grilo”, que já se encontra detido. A parlamentar classificou a situação como “absurda” e “estarrecedora”, enfatizando o uso da estrutura pública para a prática de crimes.

Depoimento e acolhimento

Durante o atendimento na Procuradoria, a vítima descreveu os momentos de terror vividos na barreira policial. Segundo o depoimento, o suspeito utilizou a autoridade do cargo para coagir e violentar a jovem em uma sala interna da unidade.

“Ele me levou para dentro de um quartinho que tem na barreira e começou a me apalpar. Depois me puxou novamente e me forçou a fazer coisas contra a minha vontade”, afirmou a vítima, que fez questão de deixar um recado para que outras mulheres denunciem agressores.

A equipe técnica da ALEAM agora acompanha o caso, que reúne os seguintes pontos críticos observados pela investigação

  • Uso de estrutura do Estado: o crime teria sido cometido em um ambiente destinado à segurança pública.
  • Histórico do suspeito: informações preliminares indicam que o tenente já responde a outro processo por estupro de vulnerável.
  • Medidas cautelares: Alessandra Campelo solicitou o afastamento imediato do oficial e defende a manutenção da sua prisão durante todo o processo.

Proteção e denúncia

A vítima recebe agora suporte jurídico e psicossocial especializado por parte da Procuradoria Especial da Mulher. Além do acolhimento na Assembleia, o caso foi registrado oficialmente no 26º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado na zona norte de Manaus.

A deputada reiterou que a instituição não aceitará impunidade, especialmente vinda de quem tem o dever constitucional de proteger a população. A parlamentar garantiu que acompanhará cada passo da apuração para assegurar a proteção da denunciante e a lisura das investigações.

Para quem possui informações sobre este ou outros casos envolvendo o suspeito, as autoridades disponibilizam diversos canais de atendimento

  1. Central de Atendimento à Mulher: ligue 180.
  2. Disque-Denúncia e Emergência: ligue 181 ou 190.
  3. WhatsApp da Procuradoria da Mulher: envie mensagem para (92) 99400-0093.

“Nenhuma mulher pode ser violentada, muito menos por quem deveria protegê-la”, concluiu Alessandra Campelo ao reforçar a importância de romper o ciclo de silêncio.

ASCOM: Emanuel Mendes Siqueira

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.